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Reconduzido ao comando do MP-BA, Pedro Maia destaca combate ao crime organizado e bloqueio bilionário de recursos

Reconduzido nesta sexta-feira (27) para mais um mandato à frente do Ministério Público do Estado da Bahia (2026–2028), o procurador-geral de Justiça Pedro Maia apresentou um balanço das ações já executadas e detalhou as prioridades para o novo biênio.

O procurador-geral de Justiça da Bahia, Pedro Maia
O procurador-geral de Justiça da Bahia, Pedro Maia

Entre os principais pontos, ele ressaltou o enfrentamento ao crime organizado e o bloqueio de aproximadamente R$ 2,5 bilhões vinculados a atividades criminosas.

Durante coletiva realizada antes da solenidade oficial, no auditório da sede da instituição, no Centro Administrativo da Bahia, o chefe do MP-BA afirmou que a estratégia passa pela asfixia financeira das organizações criminosas, com foco na desarticulação logística, operações no sistema prisional, combate à criminalidade violenta e repressão aos crimes de colarinho branco.

Segundo ele, além das prisões decorrentes das operações, também houve recuperação direta de ativos, revertendo recursos ao Estado.

Domínio territorial e reação do Estado

Pedro Maia alertou para a expansão territorial das facções criminosas, que, segundo ele, vêm avançando sobre comunidades e assumindo o controle de serviços essenciais. Ele destacou que, em muitos casos, grupos passam a cobrar por transporte, fornecimento de gás, internet e até segurança privada, criando uma estrutura paralela ao poder público.

Para o procurador-geral, o enfrentamento passa necessariamente pelo fortalecimento da presença do Estado nas áreas mais vulneráveis.

Olho no processo eleitoral

O chefe do MP-BA também mencionou a preocupação com possíveis tentativas de infiltração de organizações criminosas no ambiente político e eleitoral. Ele afirmou que haverá atuação integrada com o Ministério Público Eleitoral, além de diálogo institucional com o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia e o Tribunal Superior Eleitoral.

De acordo com Maia, setores de inteligência acompanham movimentações suspeitas e poderão deflagrar operações caso sejam identificadas tentativas de financiamento ilícito ou interferência no processo eleitoral.

Ele ressaltou que, apesar dos desafios na segurança pública, não há indicativos de comprometimento das estruturas de cúpula dos poderes estaduais por organizações criminosas.

Operações nacionais e atuação articulada

O procurador-geral adiantou ainda a previsão de ao menos duas operações de alcance nacional, nos moldes da Operação Carbono Oculto, realizadas em parceria com o grupo nacional de combate às organizações criminosas. As ações devem focar especialmente no combate a tentativas de influência criminosa no processo eleitoral.

Parcerias com municípios

No campo preventivo, Pedro Maia destacou iniciativas junto aos municípios baianos para a criação de políticas locais de segurança pública. Segundo ele, mais de 350 cidades já possuem procedimentos em andamento para implantação de conselhos e fundos municipais de segurança, além da elaboração de planos específicos para o setor.

Entre os exemplos já consolidados estão Salvador e Camaçari, que formalizaram seus respectivos planos municipais. A meta, conforme afirmou, é alcançar todos os 417 municípios baianos ainda este ano.

Reforço no quadro de promotores

No âmbito institucional, o procurador-geral informou que, desde 2024, 54 novos promotores de Justiça tomaram posse. Ele acrescentou que o concurso público em andamento já está na fase subjetiva e que a expectativa é concluir o certame até o segundo semestre de 2026, após a etapa oral.

Com a recondução, Pedro Maia inicia um novo ciclo à frente do MP-BA com foco no fortalecimento estrutural da instituição e na ampliação das ações de enfrentamento à criminalidade organizada no Estado.

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