Pré-candidatos ao Planalto reagem à ofensiva dos EUA na Venezuela e à prisão de Maduro
- Adilson Silva

- 6 de jan.
- 2 min de leitura
A operação militar conduzida pelos Estados Unidos na Venezuela, que resultou na captura de Nicolás Maduro na madrugada deste sábado (3), provocou reações imediatas entre pré-candidatos à Presidência da República no Brasil. As manifestações expuseram divergências claras entre nomes da oposição e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que disputa a reeleição.

Entre os principais pré-candidatos oposicionistas, prevaleceu um discurso favorável à ação norte-americana. Governadores e lideranças políticas trataram a ofensiva como um ato de libertação do povo venezuelano, em contraste com a avaliação do governo brasileiro, que classificou a intervenção como um limite inaceitável nas relações internacionais.
Em nota oficial, Lula afirmou que a iniciativa dos Estados Unidos ameaça a estabilidade regional e rompe com o compromisso de manter a América Latina como uma zona de paz. Para o presidente, a ação representa um risco à soberania dos países da região.
Entre os nomes da oposição, apenas o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, adotou uma posição intermediária. Embora tenha feito duras críticas ao regime de Maduro, ele também condenou a intervenção militar estrangeira, destacando a necessidade de respeito ao direito internacional.
Reações dos pré-candidatos
Flávio BolsonaroO senador Flávio Bolsonaro (PL) utilizou a rede social X para comemorar a prisão de Maduro. Em suas publicações, rejeitou o termo “invasão” e descreveu a ação americana como uma libertação da Venezuela. Segundo ele, o regime chavista transformou o país em um exemplo extremo de autoritarismo e utilizava seu território como rota para o tráfico internacional de drogas.
Ronaldo CaiadoO governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), também celebrou o desfecho da operação. Em postagem, afirmou que o dia 3 de janeiro deveria ser lembrado como o marco da libertação do povo venezuelano, que, segundo ele, esteve submetido por mais de duas décadas a uma “narcoditadura”.
Ratinho JúniorO governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), parabenizou o governo de Donald Trump pela ação em Caracas. Ele declarou que a população venezuelana vinha sendo oprimida há décadas por regimes antidemocráticos e que a operação representaria o fim desse ciclo.
Romeu ZemaJá o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), afirmou esperar que a captura de Maduro abra um novo caminho para a Venezuela. Em sua avaliação, o regime chavista isolou o país do restante do mundo e produziu efeitos devastadores típicos de governos autoritários.
Eduardo LeiteEm posição distinta, o governador gaúcho Eduardo Leite (PSD) reconheceu o caráter autoritário do governo de Maduro e as violações de direitos humanos promovidas pelo regime. No entanto, alertou que a violência praticada por um país contra outro soberano, fora dos marcos do direito internacional e do princípio da não intervenção, também é inadmissível. Para Leite, a América Latina precisa de diálogo, cooperação e paz, não de ações armadas.







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