Presidente da Fieb alerta: indústria de água de coco corre risco com tarifas dos EUA
- Adilson Silva

- 1 de set. de 2025
- 2 min de leitura
O presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), Marcos Passos, voltou a demonstrar preocupação com os impactos do aumento tarifário imposto pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. Segundo ele, setores inteiros podem ser gravemente afetados caso não haja uma revisão da medida, em especial o de água de coco, um dos mais exportados pela Bahia.

Atualmente, cerca de 80% da produção baiana de água de coco tem como destino o mercado norte-americano. Com a taxação de 50% aplicada recentemente, Passos teme que muitas empresas não consigam manter suas atividades, resultando em fechamentos de fábricas e aumento do desemprego.
“Se esse mercado se fechar, a indústria de água de coco ficará sem alternativa, o que pode levar ao colapso de um setor que tem grande relevância para a economia baiana”, declarou Passos durante evento no Centro de Convenções de Salvador, na última sexta-feira (29).
Além da água de coco, outros segmentos como o de frutas, pneus e produtos químicos também enfrentam dificuldades diante da nova política comercial dos EUA.
Nesta semana, uma comitiva da Confederação Nacional da Indústria (CNI), presidida pelo baiano Ricardo Alban, segue para Washington em busca de negociação com o governo norte-americano.
Passos evitou críticas diretas ao presidente Donald Trump, reforçando a necessidade do diálogo:
“O que pode trazer resultados é a diplomacia, não o confronto”, disse.
Já a resposta do governo Lula, que sinalizou aplicar a Lei de Reciprocidade – taxando também produtos importados dos EUA – foi vista com cautela pelo presidente da Fieb. Ele alertou que o Brasil importa mais do que exporta dos americanos, e que um revide pode gerar novos prejuízos.
“Essa via pode trazer mais problemas do que soluções. Precisamos buscar alternativas sem comprometer ainda mais nossa economia”, concluiu.







Comentários