Presidente da CNI pede diálogo técnico entre Brasil e EUA para rever tarifaço
O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, avaliou como positiva a conversa telefônica entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump, realizada na sexta-feira (21). Para o dirigente empresarial, o diálogo pode ajudar a abrir caminho para uma solução nas divergências comerciais entre Brasil e Estados Unidos.

Alban defendeu que as discussões sobre as tarifas impostas aos produtos brasileiros sejam conduzidas de maneira técnica e com foco na busca por um acordo que reduza os impactos sobre o comércio bilateral.
Segundo o presidente da CNI, as medidas adotadas pelo governo norte-americano atingem mais de 4 mil produtos brasileiros e afetam aproximadamente 30% das exportações do país destinadas aos Estados Unidos.
“Esperamos que a conversa entre os presidentes do Brasil e dos EUA abra caminho para a revisão dessas medidas e para a retomada de um comércio mais equilibrado entre os dois países”, afirmou Alban.
CNI pede revisão das tarifas
A entidade defende que o governo dos Estados Unidos reavalie o chamado tarifaço o mais rapidamente possível. De acordo com os dados apresentados pela CNI, cerca de US$ 12,4 bilhões em exportações brasileiras já são impactados pelas medidas.
Entre os produtos afetados, 3.985 estão sujeitos a uma tarifa adicional de 37,5%, além das cobranças já existentes.
Para a indústria brasileira, a revisão das tarifas é considerada importante para preservar a competitividade das empresas nacionais no mercado norte-americano e evitar novos prejuízos às exportações.
Alban afirmou que a retomada do diálogo entre Lula e Trump representa uma oportunidade para que os dois países busquem uma saída negociada para o impasse comercial.
A expectativa do setor produtivo é que as conversas avancem para uma revisão das tarifas e contribuam para restabelecer condições mais equilibradas nas relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos.










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