Possível filiação de ex-prefeitos gera reação no PSOL da Bahia
- Adilson Silva

- há 23 horas
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A eventual entrada da ex-prefeita de Lauro de Freitas, Moema Gramacho, e do ex-prefeito de Itabuna, Geraldo Simões, no PSOL tem provocado forte repercussão entre lideranças e parlamentares da legenda na Bahia.

Integrantes do partido avaliam que a possível filiação das duas lideranças pode representar riscos à identidade política construída pelo PSOL, marcada, segundo eles, pela independência e por uma atuação considerada combativa no cenário nacional.
Questionamentos sobre trajetórias políticas
Parte dos parlamentares aponta que o histórico político de ambos levanta preocupações. No caso de Moema, são mencionadas críticas à sua gestão à frente da Prefeitura de Lauro de Freitas, incluindo investigações sobre supostas irregularidades em contratos públicos, além de questionamentos relacionados à política urbana e à relação com comunidades tradicionais.
Entre os pontos levantados, estão denúncias investigadas pela Polícia Federal envolvendo a compra de equipamentos tecnológicos para a rede municipal de ensino. Também são citadas críticas sobre impactos de obras e expansão urbana em áreas como o Quilombo Kingoma, com acusações de estímulo à especulação imobiliária e conflitos com moradores locais.
Lideranças comunitárias, como representantes do quilombo, afirmam que decisões tomadas durante a gestão municipal teriam afetado o território e contribuído para tensões com a população local.
Em relação a Geraldo Simões, parlamentares destacam que, embora sua possível filiação tenha sido discutida em instâncias partidárias, sua trajetória também gera resistência interna. São lembradas investigações envolvendo seu nome em episódios políticos passados, além de decisões recentes no campo eleitoral que teriam causado desconforto dentro do partido.
Divergências internas e debate sobre identidade partidária
Para membros do PSOL, o debate vai além de nomes individuais e envolve a preservação dos princípios do partido. O vereador de Salvador, Hamilton Assis, defendeu que a legenda mantenha coerência programática e não flexibilize suas posições por interesses eleitorais.
Já o deputado estadual Hilton Coelho classificou a movimentação como uma tentativa de reposicionamento político, questionando a ausência de críticas públicas dos ex-prefeitos a decisões recentes do governo estadual.
Decisão deve passar por debate interno
Diante do cenário, parlamentares e militantes defendem que qualquer decisão sobre novas filiações seja conduzida com cautela, ampla discussão interna e respeito às instâncias partidárias.
A avaliação predominante é que o processo precisa considerar não apenas o peso político das lideranças envolvidas, mas também o alinhamento com os valores históricos e o programa defendido pelo PSOL.







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