Podemos avalia manter neutralidade na disputa eleitoral apesar de assédio de partidos
- Adilson Silva

- 26 de jul.
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O Podemos ainda não definiu qual será seu posicionamento na eleição presidencial, mas a tendência é que a legenda adote uma postura de neutralidade durante a campanha. A decisão deve ser tomada apenas próximo à convenção nacional do partido, marcada para o dia 2 de agosto.
Nos bastidores, a sigla tem sido procurada por pré-candidatos do campo da direita, entre eles Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo), que buscam ampliar suas alianças partidárias antes do início oficial da campanha.
Apesar das conversas em andamento, a direção do Podemos já descartou a possibilidade de integrar a chapa de Romeu Zema indicando o candidato a vice-presidente. O empresário Geraldo Rufino, filiado ao partido e pré-candidato ao Senado, chegou a ser cogitado para a composição, mas as negociações não avançaram.
A busca por alianças faz parte da estratégia de PL e Novo para fortalecer suas campanhas e ampliar o tempo de propaganda eleitoral no rádio e na televisão. Sem coligações consolidadas, Zema poderá ficar sem espaço na propaganda eleitoral gratuita, enquanto Flávio Bolsonaro tende a ter um tempo inferior ao do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo informações de bastidores, o Palácio do Planalto vê com bons olhos uma eventual neutralidade do Podemos. A avaliação é de que, embora a legenda dificilmente apoiasse a candidatura de Lula, sua permanência fora de outras alianças também evitaria o fortalecimento de adversários na disputa presidencial.
A definição oficial sobre o posicionamento do Podemos deverá ocorrer durante a convenção nacional da legenda, quando o partido decidirá se permanecerá neutro ou anunciará apoio a algum dos candidatos à Presidência da República.








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