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Plano econômico ligado a Flávio Bolsonaro prevê corte de gastos e foco no setor privado

20 de mai.
2 min de leitura

O economista Adolfo Sachsida participa da formulação das propostas econômicas do pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, em meio ao desgaste político provocado pelo caso conhecido como “Dark Horse”. A informação foi confirmada pela equipe do senador, que afirma que Sachsida está entre os especialistas ouvidos pela campanha.

As diretrizes do chamado “Projeto Brasil” devem ser apresentadas por Flávio em encontros com investidores e empresários em São Paulo nesta quarta-feira (20). O plano defende uma mudança profunda no modelo econômico brasileiro, com redução do tamanho do Estado, contenção de gastos públicos e estímulo ao investimento privado.

Segundo o diagnóstico elaborado por Sachsida, o país enfrenta um cenário de forte pressão fiscal, marcado pelo aumento da carga tributária e pelo crescimento da dívida pública nos últimos anos. O documento aponta que o Brasil teria alcançado um “limite fiscal e operacional”, exigindo reformas estruturais para recuperar a capacidade de crescimento.

Entre as principais propostas está a substituição do atual modelo de metas fiscais por uma nova âncora baseada na relação entre dívida pública e PIB. A ideia é limitar o crescimento das despesas do governo e impedir que os gastos avancem acima da expansão da economia.

O projeto também prevê redução de impostos por meio de privatizações, revisão de subsídios e digitalização de serviços públicos. De acordo com o grupo responsável pela elaboração das medidas, o objetivo é reduzir custos administrativos, aumentar a transparência e ampliar a eficiência da máquina pública.

Outras propostas em análise incluem mudanças nas regras de reajuste da Previdência Social e nos critérios de financiamento das áreas de saúde e educação. A equipe econômica ligada ao pré-candidato defende que o setor privado seja o principal motor do crescimento econômico, enquanto o Estado teria papel mais voltado à regulação e à estabilidade macroeconômica.

O plano critica políticas de incentivo direcionadas a setores específicos da economia, chamadas de “campeões nacionais”, e propõe uma política econômica baseada em maior concorrência e menos intervenção estatal.

Na área regulatória, o grupo avalia que o excesso de burocracia tem travado investimentos em setores estratégicos, como mineração e exploração de petróleo na margem equatorial. A proposta é acelerar licenciamentos e criar regras consideradas mais previsíveis para atrair investidores.

O documento também menciona a necessidade de fortalecer a segurança jurídica e reduzir o que classifica como “ativismo judicial”, apontando esse fator como essencial para melhorar o ambiente de negócios no país.

Adolfo Sachsida foi ministro do governo Jair Bolsonaro e atuou anteriormente no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. Atualmente, ele também integra a equipe de defesa do ex-presidente em processos ligados à investigação sobre tentativa de golpe de Estado.

Apesar da participação de Sachsida, a assessoria de Flávio Bolsonaro afirma que o plano econômico ainda está em elaboração e que as propostas finais dependerão da aprovação do pré-candidato do PL.

 
 
 

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