PGR cobra mais informações e deve adiar acordo de delação com Daniel Vorcaro
A Procuradoria-Geral da República (PGR) ainda mantém negociações com o empresário Daniel Vorcaro, dono do banco Master, para um possível acordo de delação premiada, mas integrantes do órgão avaliam que as informações apresentadas até agora não são suficientes para garantir benefícios ao banqueiro.

Segundo informações divulgadas nesta quarta-feira (27), a avaliação interna da PGR é que os anexos entregues por Vorcaro ainda possuem poucos elementos considerados relevantes para avançar na formalização do acordo.
Mesmo diante das dificuldades, procuradores continuam tentando obter novos detalhes que possam fortalecer as investigações e viabilizar a colaboração premiada.
Nos bastidores, fontes ligadas às negociações afirmam que, no início das conversas, a PGR chegou a demonstrar disposição para acelerar o entendimento com o empresário. No entanto, a Polícia Federal teria pedido mais profundidade nas informações apresentadas.
Investigadores da PF consideram que Vorcaro ainda não demonstrou colaboração efetiva em temas considerados centrais para as apurações. Entre os pontos apontados estaria a ausência de detalhes envolvendo a participação de agentes políticos no suposto esquema investigado.
De acordo com relatos, o banqueiro também teria afirmado desconhecer a relação do resort de luxo Tayayá com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, durante os depoimentos prestados às autoridades.
Delegados envolvidos no caso avaliam que a colaboração apresentada até agora não justificaria o fechamento do acordo nos moldes atuais. Ainda assim, integrantes da investigação reconhecem que Vorcaro pode retomar ou aprofundar as negociações futuramente.
Enquanto isso, membros da Procuradoria seguem tentando avançar nas tratativas. Um procurador ouvido sob reserva afirmou que negociações desse tipo costumam exigir várias etapas antes de um eventual desfecho.









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