PF reafirma ausência de provas de interferência de Bolsonaro em investigações
- Adilson Silva

- há 3 dias
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A Polícia Federal concluiu novamente que não há indícios de que o ex-presidente Jair Bolsonaro tenha interferido indevidamente na corporação durante seu governo. A posição foi reafirmada após a reanálise do inquérito, determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes.

O caso havia sido reaberto para uma nova avaliação das provas já coletadas. Mesmo com a revisão, o relatório da Polícia Federal manteve a conclusão anterior: não foram encontrados elementos que sustentem a responsabilização penal no episódio.
Origem da investigação
A apuração teve início após a saída do então ministro da Justiça, Sergio Moro, que acusou Bolsonaro de tentar influenciar mudanças em cargos estratégicos da Polícia Federal. À época, a suspeita era de que o objetivo seria interferir em investigações envolvendo aliados do governo.
Durante o governo anterior, a própria PF já havia concluído pela inexistência de irregularidades, e o então procurador-geral da República, Augusto Aras, solicitou o arquivamento do caso.
Nova análise
Na revisão mais recente, conduzida já na atual gestão, os investigadores reforçaram que as diligências realizadas não revelaram elementos capazes de caracterizar crime. O delegado responsável destacou que, mesmo com a reavaliação das provas disponíveis, não houve mudança na conclusão.
O relatório também menciona que o compartilhamento de informações com investigações em andamento no STF não apontou evidências de interferência direta.
Próximos passos
Com a finalização dessa nova análise, o processo foi encaminhado à Procuradoria-Geral da República, atualmente chefiada por Paulo Gonet. Caberá ao órgão decidir se solicita novas diligências ou se pede o arquivamento definitivo do caso.
A decisão final dependerá da avaliação do Ministério Público sobre os elementos reunidos ao longo da investigação.







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