PF investiga suspeita de repasses a filho de Lula, mas evita ampliar quebra de sigilos
- Adilson Silva

- há 19 horas
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A Polícia Federal apura possíveis movimentações financeiras relacionadas a desvios no INSS para verificar se Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, teria sido beneficiário de recursos sob suspeita. Apesar disso, os investigadores buscam evitar uma ampliação das medidas que possa ser interpretada como excessiva.

Por decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, foram autorizadas quebras de sigilos bancário, fiscal e telemático de Lulinha, a pedido da própria PF. No entanto, as empresas ligadas a ele não foram incluídas nas medidas.
A investigação ocorre em meio à operação Operação Sem Desconto, que apura fraudes em descontos indevidos aplicados a benefícios do INSS. Os investigadores destacam que Lulinha não foi indiciado até o momento e que as apurações seguem em andamento.
O foco é esclarecer a suspeita de pagamentos mensais de cerca de R$ 300 mil que teriam sido feitos pelo lobista Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. Um ex-funcionário do empresário afirmou, em depoimento, que os repasses seriam destinados ao filho do presidente, o que ainda não foi comprovado.
Até agora, não foram identificadas transferências diretas entre o lobista e Lulinha. No entanto, a PF encontrou indícios de pagamentos semelhantes à empresária Roberta Luchsinger, que mantém relação de proximidade com ele. Os investigadores buscam entender se houve eventual repasse indireto dos valores.
A defesa de Lulinha afirma que ele não recebeu recursos ligados ao esquema investigado e nega qualquer participação em irregularidades. Segundo os advogados, não há evidências que vinculem o nome do empresário aos fatos apurados.
A operação, conduzida em parceria com a Controladoria-Geral da União, investiga um esquema que pode ter causado prejuízo bilionário a beneficiários do INSS, por meio de descontos indevidos em aposentadorias e pensões.
As apurações ainda estão em curso e podem avançar com novos desdobramentos, incluindo possíveis acordos de colaboração premiada.







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