PF investiga negócio milionário envolvendo irmão de Ciro Nogueira e empresa ligada ao Banco Master
- Adilson Silva

- 7 de mai.
- 2 min de leitura
A Polícia Federal aponta uma negociação empresarial considerada suspeita envolvendo o irmão do senador Ciro Nogueira e empresas ligadas ao banqueiro Daniel Vorcaro.
Segundo a investigação da quinta fase da Operação Compliance Zero, uma participação societária avaliada em cerca de R$ 13 milhões teria sido adquirida por apenas R$ 1 milhão, valor considerado muito abaixo do mercado pelos investigadores.

O negócio envolveu a empresa CNLF, da qual Ciro é sócio e que é administrada por seu irmão, Raimundo Neto e Silva Nogueira Lima. A companhia comprou 30% da Green Investimentos S.A., empresa então presidida por Felipe Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro.
A Green Investimentos possuía participação acionária na Trinity Energia Renováveis S.A., empresa que gerava dividendos milionários, segundo documentos anexados à investigação.
A decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, destaca que o valor pago pela aquisição seria incompatível com o patrimônio real da participação negociada.
De acordo com a PF, apenas os dividendos anuais recebidos pela Green Investimentos já indicariam alta rentabilidade do negócio. Em mensagens analisadas pelos investigadores, Felipe Vorcaro teria informado que a participação adquirida pela empresa ligada ao irmão de Ciro renderia cerca de R$ 720 mil anuais.
Para os investigadores, os elementos reforçam a suspeita de que o negócio possa ter servido como forma indireta de benefício ao senador.
Além dessa negociação, a Polícia Federal também investiga suspeitos pagamentos mensais feitos por Felipe Vorcaro em favor de Ciro Nogueira. Os valores teriam começado em R$ 300 mil e posteriormente alcançado R$ 500 mil mensais.
Felipe Vorcaro foi preso durante a operação desta quinta-feira (7), enquanto Ciro Nogueira e seu irmão foram alvo de mandados de busca e apreensão.
A defesa do senador nega irregularidades. Em nota, o advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay, afirmou que Ciro não participou de atividades ilícitas e está à disposição da Justiça para prestar esclarecimentos.








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