PF aponta que Vorcaro suspendeu negócios para evitar avanço de investigação
- Adilson Silva

- há 7 minutos
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Investigações da Polícia Federal indicam que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro interrompeu a transferência de imóveis avaliados em cerca de R$ 146 milhões ao ex-presidente do Banco de Brasília, Paulo Henrique Costa, após tomar conhecimento de uma apuração em andamento no Ministério Público Federal.

As informações constam em decisão recente do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, no âmbito das investigações envolvendo o chamado “caso Master”.
Segundo a Polícia Federal, documentos sigilosos do inquérito teriam sido obtidos e repassados a Vorcaro por Luiz Phillipi Mourão, por meio de mensagens. Após isso, o empresário teria orientado seu advogado, Daniel Monteiro, a interromper negociações imobiliárias em curso.
Ainda de acordo com os investigadores, há indícios de que Vorcaro já teria conhecimento prévio da investigação antes mesmo de receber oficialmente os documentos.
A Polícia Federal aponta que Monteiro teria papel relevante na estruturação das operações, atuando na organização jurídica e financeira de negócios imobiliários e na suposta ocultação de bens atribuídos ao ex-presidente do BRB.
Esses elementos foram usados para fundamentar o pedido de prisão preventiva de Paulo Henrique Costa, sob a justificativa de risco de interferência nas investigações e possível retomada de práticas ilícitas. O advogado Daniel Monteiro também foi alvo de medida semelhante.
A defesa de Paulo Henrique Costa nega irregularidades e classificou a prisão como excessiva, afirmando que o ex-dirigente não cometeu crimes.
As investigações também apontam que operações teriam sido estruturadas para dar aparência de legalidade a transações envolvendo ativos financeiros, posteriormente considerados inconsistentes pelo Banco Central do Brasil.







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