Pesquisas mostram ACM Neto na frente, mas Jerônimo ainda conta com força da máquina e apoio de Lula
- Adilson Silva

- 25 de ago. de 2025
- 2 min de leitura
As recentes pesquisas eleitorais divulgadas na Bahia trouxeram um misto de alívio e alerta para os dois principais grupos políticos do estado. De um lado, a oposição comemorou a liderança de ACM Neto (União) na corrida para 2026. Do outro, o governo de Jerônimo Rodrigues (PT) viu que ainda possui boas condições de disputar a reeleição com competitividade, sustentado por uma aprovação significativa e pela perspectiva de ter Luiz Inácio Lula da Silva como “grande eleitor”. O presidente, inclusive, já apresenta sinais de recuperação em sua avaliação nacional.

Esse cenário é considerado favorável para quem controla a máquina administrativa. Jerônimo segue com a estrutura estadual em suas mãos e, salvo grandes turbulências, pode chegar às urnas em condições de brigar por um novo mandato. Ainda assim, não significa que o PT tem caminho livre para um sétimo ciclo consecutivo no comando da Bahia.
Os principais calos da atual gestão continuam sendo segurança pública, saúde e educação. Na pesquisa Quaest, os dois primeiros setores registraram altos índices de rejeição sobre a forma como vêm sendo conduzidos. Já a educação, apesar de investimentos recentes, ainda não gera resultados capazes de mudar a percepção histórica negativa.
Na área da segurança, especificamente, os números oficiais mostram avanços, e o secretário Marcelo Werner é apontado como um dos principais trunfos do governo. Porém, a sensação de insegurança permanece forte entre a população – um problema que a oposição deve explorar intensamente nos próximos meses.
Dizeeeemmm… que dentro do próprio PT há quem veja as pesquisas como um alerta para Jerônimo. A leitura é que o governador só aparece em segundo lugar porque a pauta da segurança pública continua sendo um fardo pesado. E, enquanto isso, a oposição vai se organizando com ACM Neto, que segue sendo um candidato forte. Se o governo não ajustar o discurso – e a prática – nessa área, a diferença nas pesquisas pode aumentar, mesmo com Lula no palanque.







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