PEC da Blindagem: veja os 22 deputados baianos que apoiaram a proposta aprovada na Câmara
- Adilson Silva

- 17 de set.
- 2 min de leitura
A Câmara dos Deputados concluiu, nesta terça-feira (16), em duas votações, a aprovação da chamada PEC da Blindagem (PEC 3/2021), que trata de novas regras para investigações e prisões de parlamentares. O debate se estendeu até a madrugada de quarta-feira (17). O texto, alvo de críticas por enfraquecer a atuação do Judiciário e ampliar a sensação de impunidade, ainda precisa passar pela análise de dois destaques antes de seguir para o Senado.

A proposta foi aprovada por 353 votos a 134 no primeiro turno e por 344 a 133 no segundo, ultrapassando os 308 votos necessários para uma mudança constitucional. O governo liberou sua base para votar livremente.
Na bancada baiana, 22 deputados votaram a favor, enquanto João Leão (PP) e João Carlos Bacelar (PL) não registraram voto. Já Alex Santana (Republicanos) optou pela abstenção.
Deputados da Bahia que apoiaram a PEC
Adolfo Viana (PSDB)
Arthur Oliveira Maia (União Brasil)
Bacelar (PV)
Capitão Alden (PL)
Cláudio Cajado (PP)
Dal Barreto (União Brasil)
Diego Coronel (PSD)
Elmar Nascimento (União Brasil)
Félix Mendonça Jr. (PDT)
Gabriel Nunes (PSD)
José Rocha (União Brasil)
Leo Prates (PDT)
Leur Lomanto Jr. (União Brasil)
Márcio Marinho (Republicanos)
Mário Negromonte Jr. (PP)
Neto Carletto (Avante)
Paulo Azi (União Brasil)
Paulo Magalhães (PSD)
Raimundo Costa (Podemos)
Ricardo Maia (MDB)
Roberta Roma (PL)
Rogéria Santos (Republicanos)
O que muda com a PEC
O texto determina que parlamentares não poderão ser presos por decisão individual de ministros do STF. Prisões em flagrante só serão permitidas para crimes inafiançáveis previstos na Constituição. Além disso, a abertura de ações penais contra deputados e senadores dependerá de autorização do Congresso, em votação secreta. Presidentes nacionais de partidos também passam a ter foro privilegiado, com julgamento direto no STF.
Durante a madrugada, deputados aprovaram um destaque que retirou a previsão de voto secreto para autorizar processos criminais contra parlamentares, mas a regra de votação reservada para decidir sobre a manutenção ou não de prisões em flagrante foi mantida.
Críticas da oposição
Deputados baianos que rejeitaram a PEC apontaram retrocesso no combate à corrupção.
Valmir Assunção (PT-BA) classificou a medida como “PEC da Bandidagem”, afirmando que ela garante proteção a parlamentares envolvidos em crimes e enfraquece o Judiciário.
Alice Portugal (PCdoB-BA) afirmou que a proposta “afasta a sociedade da política e fortalece a impunidade”, reforçando seu compromisso com a democracia.
Com dois destaques ainda pendentes, a matéria precisa ser concluída na Câmara antes de seguir para apreciação no Senado.







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