Oposição vê uso da máquina pública em reação de Lula nas pesquisas, mas avalia crescimento como limitado
- Adilson Silva

- há 1 dia
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Lideranças ligadas ao bolsonarismo avaliam que a leve melhora do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas pesquisas de opinião já reflete o impacto de medidas anunciadas recentemente pelo governo federal.

Segundo integrantes da oposição, programas como a nova etapa do Desenrola e propostas ligadas ao fim da escala de trabalho 6x1 começaram a produzir efeitos na percepção do eleitorado, embora o grupo considere que esse avanço tende a perder força até o período oficial da campanha eleitoral.
A avaliação negativa do governo Lula caiu de 42% para 39% entre abril e maio, enquanto os índices positivos passaram de 31% para 34%, de acordo com levantamento da Quaest divulgado nesta quarta-feira (13). A pesquisa ouviu 2.004 eleitores entre os dias 8 e 11 de maio.
Nos bastidores, aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro interpretam os números como resultado do uso da estrutura governamental em favor da recuperação da popularidade do petista.
Mesmo assim, integrantes da oposição acreditam que existe desgaste político acumulado do presidente e afirmam que medidas econômicas recentes podem não produzir melhora significativa no poder de compra da população ao longo do tempo.
Entre os temas que mais preocupam o grupo está a possibilidade de o governo ampliar ações consideradas “eleitoreiras”, como a redução de impostos sobre compras internacionais de até US$ 50, medida que ficou conhecida nas redes sociais como o fim da “taxa das blusinhas”.
Parlamentares oposicionistas afirmam que pretendem apoiar a medida provisória no Congresso, mas devem reforçar o discurso de que a taxação original foi criada pelo próprio governo federal em 2024.
Outro tema acompanhado de perto pela oposição é a tramitação da proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6x1. Setores ligados ao bolsonarismo estudam estratégias para minimizar possíveis ganhos políticos do governo com a pauta, enquanto tentam manter alinhamento com empresários e representantes do setor produtivo.
Nos bastidores, a leitura é que a disputa eleitoral de 2026 deverá ter forte influência do cenário econômico e da percepção popular sobre medidas de impacto social adotadas pelo Palácio do Planalto nos próximos meses.







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