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Novo leva à PGR questionamentos sobre atuação de Toffoli no inquérito do Banco Master

A bancada do Partido Novo protocolou nesta segunda-feira (26) uma notícia-crime na Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, alegando uma “suposta interferência atípica” na condução do inquérito que investiga o Banco Master, do qual o magistrado é relator.

Foto: Gustavo Moreno/STF/Arquivo
Foto: Gustavo Moreno/STF/Arquivo

Além da representação à PGR, a sigla também solicitou à Polícia Federal a abertura de apuração sobre a atuação do ministro. Entre os pontos levantados, o partido pede que a PF investigue a titularidade do resort Tayayá, localizado em Ribeirão Claro (PR), empreendimento que já teve participação societária de irmãos de Toffoli.

Na semana passada, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, arquivou um pedido apresentado por parlamentares que buscava o reconhecimento de impedimento e suspeição de Toffoli no caso. A solicitação mencionava, entre outros argumentos, uma viagem de jatinho realizada pelo ministro ao lado do advogado Augusto Botelho, que atua na defesa de um diretor do Banco Master.

Relator do caso no Supremo, Toffoli determinou que o inquérito tramitasse sob o segundo nível mais elevado de sigilo previsto no tribunal, o que restringe o acesso até mesmo a informações básicas, como a identificação dos advogados envolvidos.

A condução do processo também tem sido alvo de críticas por decisões adotadas ao longo da investigação e por vínculos do ministro e de familiares com o resort Tayayá. Entre os episódios questionados está a convocação de uma acareação envolvendo o diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino, o empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, e o ex-presidente do BRB (Banco de Brasília), Paulo Henrique Costa. Após repercussão negativa, Toffoli recuou e deixou a eventual participação do representante do Banco Central sob responsabilidade da Polícia Federal.

Mais recentemente, o ministro também determinou a redução do cronograma de depoimentos planejados pela PF, concentrando as oitivas em apenas dois dias — esta segunda (26) e terça-feira (27).

O pedido apresentado à PGR e à Polícia Federal é assinado por parlamentares do Partido Novo, incluindo a deputada federal Adriana Ventura (SP), presidente da legenda, e outros integrantes da bancada, que defendem o aprofundamento das apurações sobre a atuação do ministro no caso.

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