Mário Frias muda versão sobre recursos ligados a Vorcaro em filme sobre Bolsonaro
- Adilson Silva

- há 13 horas
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O deputado federal Mário Frias apresentou nesta quinta-feira (14) uma nova explicação sobre os recursos utilizados na produção do filme “Dark Horse”, longa que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Produtor-executivo do projeto, Frias afirmou que não existe contradição entre as declarações dadas anteriormente por ele, pela produtora GOUP Entertainment e pelo senador Flávio Bolsonaro.
A controvérsia surgiu após a divulgação de mensagens indicando que Flávio teria solicitado US$ 24 milhões ao empresário Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master, para financiar a produção cinematográfica.
Inicialmente, Frias e a produtora negaram qualquer participação financeira de Vorcaro no longa. Agora, o deputado afirmou que o vínculo jurídico do projeto ocorreu com a empresa Entre, e não diretamente com o banqueiro ou com o Banco Master.
“Quando afirmei anteriormente que não há ‘um centavo do Master’ no filme, referia-me ao fato de que Daniel Vorcaro não é e nunca foi signatário de relacionamento jurídico”, declarou o parlamentar em nova nota divulgada à imprensa.
Segundo Frias, o relacionamento contratual foi firmado com a Entre Investimentos e Participações, empresa que aparece nas investigações relacionadas ao caso. A Polícia Federal suspeita que Vorcaro mantinha influência sobre operações da Entrepay, instituição posteriormente liquidada pelo Banco Central.
Reportagens apontam que parte dos valores destinados ao projeto teria sido transferida pela Entre para o fundo Havengate Development Fund LP, sediado no Texas, nos Estados Unidos. O fundo possui como agente legal o escritório do advogado Paulo Calixto, ligado ao deputado licenciado Eduardo Bolsonaro.
Mesmo diante das suspeitas, Frias voltou a afirmar que nem Flávio Bolsonaro nem Eduardo Bolsonaro possuem participação societária no filme ou na produtora. Segundo ele, ambos apenas autorizaram o uso da imagem da família Bolsonaro na obra.
A GOUP Entertainment também reiterou, em nota oficial, que o projeto foi desenvolvido exclusivamente com capital privado e sem utilização de recursos públicos. A produtora alegou ainda que não pode divulgar os nomes dos investidores estrangeiros por cláusulas de confidencialidade.
Nos bastidores, os esclarecimentos ocorreram após divergências entre as versões apresentadas pelos envolvidos. Enquanto Flávio Bolsonaro admitiu negociações em busca de financiamento privado para o filme, a produtora havia negado anteriormente qualquer ligação financeira com Vorcaro.
O longa “Dark Horse” foi gravado em São Paulo e conta com o ator americano Jim Caviezel no papel de Jair Bolsonaro. O filme ainda não possui data oficial de estreia.







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