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Moraes defende validade da delação de Mauro Cid em caso de tentativa de golpe e vota pela condenação de Bolsonaro

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta terça-feira (9) pela manutenção do acordo de colaboração premiada firmado pelo tenente-coronel Mauro Cid. O militar relatou informações sobre uma suposta articulação para manter o ex-presidente Jair Bolsonaro no poder após a derrota nas eleições de 2022.


Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Relator da ação e primeiro a se posicionar no julgamento, Moraes rejeitou os argumentos das defesas de outros sete acusados, que sustentavam que Cid teria apresentado versões contraditórias em seus depoimentos.

Para o ministro, os advogados confundem a quantidade de depoimentos com mudanças de narrativa. Ele destacou que o colaborador prestou declarações sobre diferentes episódios, sem que houvesse contradições entre eles.

“Não existem oito, nove ou 14 delações. O que houve foram vários depoimentos dentro do mesmo acordo, tratando de fatos distintos”, afirmou Moraes.

O magistrado reconheceu que Cid deixou de mencionar inicialmente a entrega de dinheiro em espécie para financiar ações golpistas, mas ressaltou que a omissão foi corrigida em nova audiência. Ele ponderou que falhas pontuais podem levar à perda de benefícios, mas não invalidam toda a colaboração.

Na semana passada, durante as sustentações orais, advogados dos demais réus pediram a anulação da delação, classificando o militar como “mentiroso” e “irresponsável”. Um deles, José Luiz Mendes de Oliveira Lima, chegou a dizer que Cid teria dado “15 versões diferentes” sobre os mesmos fatos.

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