Ministros do STF afirmam que disputa no Senado é de Alcolumbre e reforçam apoio a Jorge Messias
- Adilson Silva

- há 1 dia
- 2 min de leitura
Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que atuam nos bastidores para angariar apoio à aprovação de Jorge Messias no Senado têm destacado que a tensão política instalada em Brasília não deve ser atribuída ao Supremo, mas sim ao embate conduzido pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

De acordo com integrantes da Corte, a resistência de Alcolumbre à indicação de Messias envolve não apenas sua preferência pelo senador Rodrigo Pacheco para a vaga deixada por Luís Roberto Barroso, mas também uma disputa maior por protagonismo na condução do Estado — um embate entre Executivo e Legislativo pelo peso nas decisões nacionais.
Esse conflito, segundo avaliação de ministros, também se relaciona aos arranjos eleitorais para 2026 e ao espaço que cada partido aliado ao governo poderá ocupar na máquina pública. Em caso de derrota, afirmam, Lula poderia ser pressionado a ampliar ainda mais a presença do Centrão em sua gestão.
Com esse cenário, a maioria dos ministros entende que o Supremo não deve se envolver diretamente em um enfrentamento de natureza política e partidária. Eles argumentam que Jorge Messias não enfrenta questionamentos jurídicos que justifiquem rejeição, nem possui pendências que desabonem seu currículo.
Nos últimos dias, ministros como André Mendonça, Kassio Nunes Marques, Cristiano Zanin, Gilmar Mendes e Dias Toffoli têm mantido conversas reservadas com senadores, reforçando que, sob a ótica do Judiciário, não existe motivo técnico para barrar o nome indicado pelo governo.
Messias também tem intensificado sua articulação política no Senado, buscando reverter a resistência alimentada por Alcolumbre. Além disso, procurou dialogar com integrantes do Supremo — recentemente, fez contato com Alexandre de Moraes, que inicialmente defendia Rodrigo Pacheco para a vaga na Corte.







Comentários