Ministros do governo Lula destacam programas sociais e criticam gestões anteriores em evento da ONU
- Adilson Silva

- 26 de mai.
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Os ministros Guilherme Boulos e Wellington Dias utilizaram um evento promovido pela Organização das Nações Unidas nesta terça-feira (26) para defender ações do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e fazer críticas às administrações de Michel Temer e Jair Bolsonaro.

O encontro marcou a divulgação dos novos dados do IDH-M (Índice de Desenvolvimento Humano Municipal), elaborados pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e a Fundação João Pinheiro.
Durante o evento, Guilherme Boulos afirmou que o Brasil viveu uma “década perdida” do ponto de vista econômico nos anos 2010 e atribuiu aos governos Temer e Bolsonaro retrocessos em políticas públicas sociais. O ministro citou mudanças em programas como o Minha Casa Minha Vida e o Mais Médicos.
Segundo Boulos, programas sociais sofreram redução de investimentos e mudanças estruturais nos governos anteriores. O Minha Casa Minha Vida, por exemplo, foi substituído pelo Casa Verde e Amarela durante a gestão Bolsonaro e retomado com o nome original no atual governo Lula.
Já Wellington Dias ressaltou iniciativas de combate à pobreza e destacou o retorno de programas sociais federais. O ministro relembrou a criação do Fome Zero no primeiro mandato de Lula e afirmou que o desenvolvimento social tem sido tratado como parte estratégica da política econômica.
O evento também apresentou os novos resultados do IDH-M brasileiro. De acordo com os dados divulgados pelo Pnud, o Brasil alcançou pela primeira vez a faixa considerada de “desenvolvimento humano muito alto”. O índice nacional passou de 0,744 para 0,805 entre 2012 e 2024, atingindo o maior nível da série histórica.
O IDH-M avalia indicadores ligados à longevidade, educação e renda, medindo as condições de desenvolvimento humano nos municípios brasileiros. Apesar de seguir critérios semelhantes ao IDH global, a metodologia utilizada no Brasil possui adaptações específicas para a realidade nacional.








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