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Ministro de Israel faz críticas a Lula em carta enviada a Eduardo Bolsonaro


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O ministro de Assuntos da Diáspora e Combate ao Antissemitismo de Israel, Amichai Chikli, criticou a decisão da Justiça brasileira de investigar um militar israelense que estava de férias no Brasil.


Em carta enviada ao deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) neste domingo (5), Chikli acusou o governo Lula e o Judiciário brasileiro de abraçarem "apoiadores do terrorismo" e os “negadores do Holocausto”, qualificando a ação judicial como fruto de uma tentativa de perseguição contra o militar israelense.


“O fato de que o Judiciário brasileiro, com apoio do presidente Lula, se envolva com indivíduos com visões tão extremas – especialmente enquanto nos aproximamos do 80° aniversário da libertação de Auschwitz – é uma vergonha para o povo brasileiro”, afirmou.

Ao falar em “indivíduos com visões tão extremas”, Chikli se refere à Fundação Hind Rajab (HRF), que, representada por advogadas brasileiras, entrou com uma representação contra um soldado israelense – Yuval Vagdani – que teria cometido crimes de guerra no território palestino da Faixa de Gaza.


A Justiça Federal determinou uma investigação contra o soldado em 30 de dezembro, com despachos em 3 janeiro para envio de material à Polícia Federal (PF).

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