Milei diverge de líderes regionais e elogia ofensiva dos EUA contra a Venezuela
- Adilson Silva

- 3 de jan.
- 2 min de leitura
Enquanto a maioria dos governos da América Latina se posicionou contra a ação militar dos Estados Unidos na Venezuela, o presidente da Argentina, Javier Milei, adotou discurso oposto e manifestou apoio público à ofensiva anunciada neste sábado (3).

Em publicação na rede social X, Milei celebrou a operação ao comentar a informação divulgada pelo presidente norte-americano, Donald Trump, sobre a captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, após ataques a Caracas. “A liberdade avança. Viva a liberdade”, escreveu o mandatário argentino.
A manifestação foi endossada pela senadora governista e ex-ministra da Segurança, Patricia Bullrich, que também comemorou o episódio. “A Venezuela será livre”, afirmou.
O posicionamento reforça o alinhamento do governo Milei à Casa Branca e sua oposição declarada ao chavismo, postura que o presidente argentino tem reiterado desde o início do mandato. Em diferentes ocasiões, ele já criticou duramente o regime de Maduro.
Na recente cúpula do Mercosul, Milei voltou a se distanciar da postura adotada pelo governo brasileiro. Na ocasião, defendeu uma condenação explícita ao governo venezuelano, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva alertou para os riscos de uma intervenção militar externa, que, segundo ele, poderia provocar uma crise humanitária de grandes proporções.
Durante o encontro, Lula afirmou que uma ação armada dos Estados Unidos representaria uma ameaça ao direito internacional e um precedente perigoso para o mundo. Milei, por outro lado, declarou que a Venezuela já vive uma situação política, social e humanitária extrema, que justificaria maior pressão internacional.
O presidente argentino afirmou ainda que o regime de Maduro representa um risco para a região e elogiou a postura do governo norte-americano. Para ele, a Argentina apoia a atuação dos Estados Unidos como forma de buscar a libertação do povo venezuelano, avaliando que abordagens mais moderadas não seriam mais eficazes.
Em entrevista recente a um jornal britânico, Milei também voltou a criticar Maduro, afirmando que o líder venezuelano teria utilizado recursos estatais para expandir o comunismo pelo continente e defendendo que o mundo seria melhor sem o regime vigente em Caracas.
Em respostas anteriores, Maduro já havia classificado Milei como um traidor da Argentina e acusado o presidente argentino de tentar submeter novamente o país a interesses estrangeiros.







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