Mendonça assume caso Master e pode reduzir tensão no STF, avaliam interlocutores do governo
- Adilson Silva

- há 1 dia
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A definição do ministro André Mendonça como novo relator do chamado caso Master foi recebida, nos bastidores de Brasília, como um movimento capaz de diminuir a pressão que vinha se acumulando no Supremo Tribunal Federal.

A avaliação circula tanto entre integrantes da Corte quanto dentro do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Mendonça assume o processo após a saída de Dias Toffoli, que vinha sendo alvo de questionamentos sobre a condução do inquérito, especialmente em razão de decisões como a imposição de sigilo e declarações públicas envolvendo a atuação da Polícia Federal.
Primeira grande prova
Embora seja descrito por aliados e membros do Executivo como técnico, reservado e firme em suas decisões, o caso Master representa um dos maiores desafios enfrentados por Mendonça desde sua chegada ao STF. A investigação é considerada sensível e de alcance político ainda indefinido, o que pode colocar o ministro sob forte pressão.
Nos bastidores, há quem avalie que sua postura menos articuladora dentro da Corte dificulte previsões sobre como ele reagiria caso o inquérito venha a envolver integrantes do próprio tribunal.
Alívio político no Planalto
Dentro do governo, o fato de Mendonça ter sido indicado ao STF pelo ex-presidente Jair Bolsonaro é visto por alguns auxiliares como um fator que pode reduzir suspeitas de interferência política. A leitura é de que sua relatoria tende a esvaziar narrativas sobre eventual influência do Planalto no andamento do processo.
Publicamente, a orientação no entorno de Lula é evitar qualquer manifestação sobre o mérito da investigação, reforçando o discurso de autonomia do Judiciário e dos órgãos de apuração.
Histórico no caso INSS
Interlocutores do Supremo também observam o desempenho de Mendonça à frente do inquérito que apura fraudes em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social como indicativo do que pode ocorrer no caso Master.
Na investigação previdenciária, o ministro determinou a prisão preventiva de investigados como Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, e Maurício Camisotti. Ambos permanecem detidos, e o processo segue sob sigilo.
Esse histórico alimenta a expectativa, inclusive entre advogados que atuam no Supremo, de que o magistrado possa adotar medidas cautelares rigorosas — como novas prisões — caso entenda







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