Marcus Cavalcanti detalha avanços em projetos ferroviários na Bahia
- Adilson Silva

- 29 de ago. de 2025
- 2 min de leitura
O secretário especial do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) da Casa Civil da Presidência da República, Marcus Cavalcanti, destacou nesta sexta-feira (29) os avanços nos estudos e na reestruturação de contratos de concessões ferroviárias na Bahia. A fala ocorreu durante o seminário Ferrovias e o Desenvolvimento da Bahia, realizado em Salvador.

Segundo Cavalcanti, já há tratativas para uma possível ligação entre Juazeiro (BA) e Juazeiro do Norte (CE), em estudo pela IFRA-SA. “Isso foi um pedido que fizemos ao doutor Jorge Bastos, presidente da IFRA-SA, para que fosse analisada essa conexão. O processo já está em andamento e, provavelmente, em outubro a agência deve fechar a questão. O Tribunal de Contas precisa dar o aval e, se tudo estiver resolvido até dezembro, em janeiro já começa a rodar no novo contrato”, afirmou.
O secretário explicou que os novos contratos vão além de investimentos, trazendo também metas de desempenho específicas por trecho ferroviário. “Antes, as metas eram gerais, e bastava a concessionária cumprir com grandes volumes em um ponto para estar em conformidade. Agora, cada trecho terá indicadores próprios, o que vai obrigar as empresas a correr atrás da carga. Já temos notícias de empresários baianos que começaram a ser procurados pela VLI diante dessa possibilidade de renovação”, ressaltou.
Cavalcanti lembrou ainda que a Bahia, assim como outros estados, sofreu prejuízos com contratos antigos e defasados. “Foram equívocos históricos. A Bahia sofreu, o Espírito Santo sofreu, o Rio de Janeiro também, com trechos devolvidos. Vários contratos foram assinados numa época em que nem havia lei de concessões. Alguns têm mais de 40 anos”, observou.
Ele também citou problemas semelhantes na malha ferroviária do Sul (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul).
Impacto na economia
Ao comentar sobre os efeitos para a população, Cavalcanti explicou que as ferrovias são essencialmente de carga. “Elas não passam pelo centro das cidades, não têm impacto no dia a dia da população em termos de transporte de passageiros. Mas o setor econômico percebe. Empresas como a Magnesita, a Ferbasa e a própria Bamin já utilizam esse transporte. Hoje, por exemplo, combustível para Brumado desce de caminhão, e com a ferrovia passa a ter frete mais barato. A expectativa é que, no primeiro trimestre do próximo ano, já seja possível perceber os efeitos dessa mudança”, disse.
Situação da FIOL
Sobre a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL), Cavalcanti detalhou que o trecho entre Ilhéus e Caetité já foi concedido à Bamin, mas passa por ajustes. “Estamos estudando reequilibrar o contrato, como fizemos com a malha paulista, a malha oeste e o que chamamos de ‘velha Transnordestina’. O doutor Jorge está fazendo as contas, é o homem que fecha esses cálculos”, explicou.
Já o trecho entre Caetité e Barreiras segue em construção pelo governo federal. “A previsão de entrega desse trecho é final de 2027. Tivemos que resolver questões como a passagem por uma comunidade quilombola e o risco de impacto em uma barragem em Seraíma. Redesenhamos o traçado, afastando a ferrovia da barragem para garantir a segurança da estrutura”, finalizou.







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