Marco Rubio nega participação dos EUA na saída de Flávio Bolsonaro do Brasil, mas confirma autorização de Trump
Por Redação | Fatos Políticos
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou que o governo norte-americano não participou diretamente dos preparativos que levaram o senador Flávio Bolsonaro a deixar o Brasil e viajar para Miami. A declaração foi feita no sábado (31), durante uma coletiva de imprensa em Atlanta, nos Estados Unidos.

Segundo Rubio, Flávio já possuía visto americano e a entrada no país foi autorizada pelo presidente Donald Trump. O secretário ressaltou, porém, que as autoridades norte-americanas não organizaram os deslocamentos nem os acordos necessários para a viagem.
A manifestação ocorreu após a saída do senador brasileiro do país, em meio a questionamentos relacionados a uma determinação judicial sobre a entrega de seus passaportes. O episódio ganhou repercussão internacional e levantou dúvidas sobre uma possível participação de integrantes do governo Trump na operação.
Reportagens publicadas pelos jornais The New York Times e The Wall Street Journal apontaram que Jason Miller, estrategista político e aliado da família Bolsonaro, teria auxiliado na organização do avião particular utilizado no trajeto até os Estados Unidos. Miller também mantém proximidade com o presidente Donald Trump.
Embora Rubio tenha negado envolvimento direto do governo na logística da viagem, ele confirmou que Trump havia sinalizado que permitiria a entrada de Flávio em território americano caso ele chegasse a um ponto de imigração dos Estados Unidos.
O caso também provocou questionamentos no Congresso norte-americano. Um grupo de 25 deputados democratas enviou uma carta a Rubio solicitando esclarecimentos sobre a eventual participação de órgãos e representantes dos Estados Unidos na saída do senador brasileiro, incluindo possíveis contatos diplomáticos e apoio logístico.
Até o momento, a declaração do secretário de Estado não encerra todas as dúvidas sobre a viagem. A negativa se refere à participação direta do governo nos preparativos, enquanto as informações sobre a atuação de aliados políticos na organização do deslocamento continuam sendo objeto de apuração jornalística.










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