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Manifestação na Paulista reúne Flávio Bolsonaro, Nikolas e governadores em ato da direita

Evento teve críticas a Lula e ao STF e reforçou discurso de anistia e unidade do campo conservador

Um ato realizado na tarde deste domingo (1º), na Avenida Paulista, em São Paulo, reuniu lideranças políticas ligadas à direita e ao bolsonarismo.

Foto: Ato Press/Folhapress
Foto: Ato Press/Folhapress

A mobilização foi convocada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e teve como foco críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Entre as principais pautas defendidas pelos manifestantes estavam pedidos de anistia aos presos pelos atos de 8 de janeiro de 2023, críticas aos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli e manifestações de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Presença de presidenciáveis

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontado como pré-candidato ao Palácio do Planalto, participou do evento e discursou aos apoiadores após atraso no início da programação. Ao chegar, foi recepcionado com aplausos e acenos do público.

Durante conversa com jornalistas, Flávio afirmou que o grupo político pretende retomar o que classificou como “caminho da prosperidade” iniciado no governo de seu pai.

Também estiveram presentes os governadores Ronaldo Caiado (PSD-GO) e Romeu Zema (Novo-MG), ambos cotados como possíveis candidatos à Presidência em 2026. Em discurso, Caiado defendeu que a direita permaneça unida e declarou que, caso vença a eleição, pretende conceder anistia aos envolvidos nos atos antidemocráticos.

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que o ato não tinha caráter eleitoral, mas sim o objetivo de defender Bolsonaro.

Estrutura e mobilização

Um trio elétrico foi montado próximo ao MASP (Museu de Arte de São Paulo), na esquina com a Rua Peixoto Gomide. Segundo organizadores, o custo do evento foi de aproximadamente R$ 130 mil, arrecadados por meio de financiamento coletivo.

Cartazes com frases como “Fora Moraes” e “Bolsonaro livre” foram vistos ao longo da avenida. Um boneco inflável do ex-presidente, com uma mordaça simbólica, também foi instalado em frente ao museu. Próximo ao Parque Trianon, uma faixa criticava o STF.

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), compareceu após o início dos discursos. Já o governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos) não participou por cumprir agendas oficiais na Alemanha.

Contexto político

O ato ocorreu em meio a divergências internas no campo bolsonarista sobre a definição de candidaturas para 2026. Aliados também fizeram referências à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que tem sido mencionada como possível nome para disputas futuras.

A manifestação aconteceu paralelamente a críticas do presidente Lula ao governador Romeu Zema sobre a execução de recursos federais destinados a obras de infraestrutura em Minas Gerais, especialmente após fortes chuvas que atingiram o município de Juiz de Fora nos últimos dias.

O evento deste domingo é interpretado por aliados como uma tentativa de reorganizar e demonstrar força política do campo conservador para as próximas disputas eleitorais.

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