Mais de 100 artistas se rebelam contra gestão de Bruno Monteiro na Secult: “Caiu de paraquedas e ainda quer pilotar”
- Adilson Silva

- 14 de ago. de 2025
- 1 min de leitura
A paciência da classe artística baiana parece ter chegado ao limite. Mais de 100 artistas, produtores e agentes culturais assinaram um manifesto detonando a gestão de Bruno Monteiro à frente da Secretaria de Cultura da Bahia (Secult). Para o grupo, o secretário é um “alienígena” que “caiu de paraquedas” no cargo e está mais perdido que turista no Carnaval sem abadá.

Os signatários acusam a condução da pasta de servir mais a interesses políticos do que à cultura baiana, sustentando-se quase exclusivamente em recursos de leis emergenciais criadas durante a pandemia — uma espécie de “gás de cozinha” que já deveria ter sido substituído por políticas permanentes e um orçamento decente.
“É lamentável que um estado como a Bahia — matriz da cultura brasileira e berço de algumas das expressões artísticas mais vigorosas da América Latina — não disponha de dotação orçamentária própria e estruturada para seu campo cultural”, dispara o texto do manifesto.
O grupo reivindica medidas concretas: políticas permanentes de fomento, inclusão de recursos próprios no orçamento estadual, editais periódicos, continuidade de projetos e a implementação (finalmente!) do Plano Estadual de Cultura, aprovado há mais de uma década, em 2014.
Enquanto isso, artistas de várias áreas — do teatro ao cinema, da música às artes visuais — seguem na expectativa de que o comando da Secult troque o paraquedas por um plano de voo de verdade.







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