Lula volta a defender exploração de petróleo na Margem Equatorial e cita temor sobre interesse dos EUA
- Adilson Silva

- há 1 dia
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou nesta segunda-feira (18) a defesa da exploração de petróleo na Margem Equatorial brasileira e afirmou que o país precisa avançar no aproveitamento da região antes que potências estrangeiras demonstrem interesse na área.

Durante agenda em Paulínia, no interior de São Paulo, Lula declarou que o Brasil deve explorar a riqueza natural localizada próxima ao litoral nacional “com responsabilidade”, mas sem abrir mão do potencial econômico existente na região.
Ao comentar o assunto, o presidente fez referência ao mandatário norte-americano Donald Trump e mencionou declarações recentes envolvendo Canadá, Groenlândia, Golfo do México e Canal do Panamá. Segundo Lula, o Brasil precisa garantir sua presença estratégica na Margem Equatorial.
O chefe do Executivo também afirmou que o país possui compromisso com a preservação ambiental e destacou que eventuais receitas obtidas com a exploração petrolífera poderiam ser revertidas em investimentos nacionais.
A chamada Margem Equatorial se estende do Rio Grande do Norte ao Amapá e inclui a Bacia da Foz do Amazonas, considerada uma das áreas mais promissoras para descoberta de novas reservas de petróleo após os avanços registrados na Guiana.
O tema tem gerado divergências dentro do próprio governo federal, especialmente entre as áreas de Meio Ambiente e Minas e Energia. Enquanto a Petrobras considera a região estratégica para ampliar reservas, especialistas ambientais alertam para os riscos de acidentes em uma área de elevada sensibilidade ecológica.
A costa amazônica abriga extensos manguezais e sistemas de recifes de corais ainda pouco estudados, o que aumenta a preocupação de pesquisadores sobre possíveis impactos ambientais.
Durante a visita à Refinaria de Paulínia (Replan), Lula esteve acompanhado da presidente da Petrobras, Magda Chambriard, para anunciar novos investimentos da estatal em São Paulo.
Segundo o governo, os aportes previstos chegam a R$ 37 bilhões até 2030, com foco em áreas como biorrefino, logística, produção de energia sustentável e descarbonização. A expectativa é de geração de aproximadamente 38 mil empregos diretos e indiretos.
Desse total, cerca de R$ 6 bilhões devem ser destinados à Replan, considerada a maior refinaria da Petrobras e responsável pelo abastecimento de grande parte do território nacional.







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