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Lula se reúne com Macron no G7 e governo descarta encontro bilateral com Trump

15 de jun.
2 min de leitura

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou nesta segunda-feira (15) sua participação na 52ª Cúpula do G7, realizada em Évian-les-Bains, na França, com uma reunião bilateral com o presidente francês Emmanuel Macron. O encontro teve como foco temas estratégicos, incluindo cooperação em defesa, saúde global e tecnologia.

Entre os assuntos discutidos esteve o projeto brasileiro para aquisição de um supercomputador voltado ao desenvolvimento de inteligência artificial. A França surge como uma das potenciais fornecedoras na futura licitação que deverá ser conduzida pelos ministérios da Gestão e Inovação e da Ciência, Tecnologia e Inovação. Para o governo brasileiro, a iniciativa é considerada fundamental para fortalecer a soberania digital do país e ampliar sua capacidade tecnológica.

Lula e Macron também trataram da parceria entre Brasil e França na iniciativa internacional de saúde Unitaid, que completa duas décadas de atuação, além de questões relacionadas à cooperação entre a Guiana Francesa e o estado do Amapá.

A suspensão das exportações de carne brasileira pela União Europeia não integrou a pauta da reunião. Segundo integrantes da delegação brasileira, o tema está sendo tratado diretamente com as instituições europeias responsáveis pela política comercial do bloco.

Nesta terça-feira (16), Lula tem encontros previstos com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e com o presidente do Conselho Europeu, António Costa. A expectativa é que as restrições à carne brasileira estejam entre os principais assuntos das conversas.

Antes de chegar à França, o presidente brasileiro esteve em Genebra, onde se reuniu com Guy Parmelin. O encontro abordou o acordo comercial entre o Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), formada por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein.

Em relação ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, integrantes do governo brasileiro afirmaram que não há previsão de reunião bilateral durante a cúpula. De acordo com fontes do Planalto, nenhum dos dois governos solicitou um encontro formal, e a avaliação é de que uma nova conversa não traria avanços em temas já discutidos anteriormente.

Apesar da ausência de agenda oficial entre os dois líderes, não está descartada a possibilidade de um cumprimento protocolar caso ambos participem das mesmas atividades do evento. Contudo, interlocutores brasileiros ressaltam que isso não configuraria uma reunião bilateral.


 
 
 

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