Lula reage a documento de Flávio Bolsonaro e o acusa de agir contra os interesses do Brasil
- Adilson Silva

- 2 de jul.
- 2 min de leitura
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou nesta quinta-feira (2) um documento encaminhado pelo senador Flávio Bolsonaro ao governo dos Estados Unidos, no qual o parlamentar defende o adiamento da aplicação de tarifas sobre produtos brasileiros até após as eleições presidenciais de 2026.

Em publicação nas redes sociais, Lula classificou a iniciativa como uma atitude contrária aos interesses nacionais e afirmou que o Brasil deve manter uma relação de igualdade nas negociações internacionais.
Segundo o presidente, solicitar o adiamento das tarifas para o período pós-eleitoral representa uma postura incompatível com a defesa da soberania do país. Lula também afirmou que não há justificativa para a adoção das sobretaxas, independentemente do momento em que sejam implementadas.
O documento foi enviado por Flávio ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos, órgão responsável pela política comercial norte-americana. No texto, o senador argumenta que a adoção imediata de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros poderia favorecer politicamente o governo federal, motivo pelo qual defende que a medida seja adiada.
Além da postergação das tarifas, Flávio apresentou propostas voltadas ao fortalecimento das relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos. Entre elas estão a eliminação de tarifas sobre o etanol, a redução da carga tributária para empresas de cartões de crédito e uma revisão da atuação do Brasil no Mercosul, com o objetivo de ampliar a possibilidade de acordos bilaterais, em modelo semelhante ao defendido pelo presidente argentino Javier Milei.
Na manifestação pública, Lula também criticou a proposta relacionada ao Mercosul, afirmando que a integração regional é estratégica para o país. O presidente citou ainda o sistema Pix, declarando que a ferramenta é um patrimônio nacional e que não deve ficar sujeita a interesses estrangeiros.
O episódio amplia a troca de críticas entre o governo e a oposição em meio ao cenário pré-eleitoral, enquanto o debate sobre política comercial e relações internacionais ganha espaço na disputa política nacional.








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