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Lula pressiona PT a esquecer projetos pessoais e buscar alianças para não perder espaço no Senado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu ministros, líderes petistas e o novo presidente do partido, Edinho Silva, na noite desta quinta-feira (27), no Palácio da Alvorada, para discutir as estratégias eleitorais do PT em 2026.


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva

Na conversa reservada, Lula afirmou que o partido e seus aliados precisam “ter maturidade” e deixar projetos pessoais de lado em nome da formação de chapas mais competitivas, principalmente na disputa pelo Senado. Segundo ele, a prioridade é evitar que a Casa seja dominada por parlamentares ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O encontro contou com ministros da Esplanada e parlamentares da base governista. A preocupação principal do Planalto está no fato de que 54 das 81 cadeiras do Senado estarão em disputa no próximo ano, e levantamentos já apontam aliados de Bolsonaro em posições de destaque.

Recados internos

Nos bastidores, a cobrança foi interpretada como um recado direto ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad. O presidente precisa de palanques fortes em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, mas Haddad não demonstra intenção de deixar o cargo para disputar eleição.

A conta no governo é de que cerca de 20 ministros devem sair em abril de 2026 para concorrer a cargos no Congresso ou em governos estaduais.

STF e adversários

Na mesma reunião, Lula afirmou não esperar “surpresas” no julgamento do STF que terá Bolsonaro como réu por tentativa de golpe e abolição violenta do estado democrático de direito.

O presidente também comentou a movimentação do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), apontado como possível adversário em 2026. Lula disse acreditar que ele será seu principal oponente no próximo pleito.

Outras pautas

Lula elogiou ainda a operação “Carbono Oculto”, da Polícia Federal, que desmantelou um esquema bilionário de lavagem de dinheiro. O petista acredita que o resultado deve acelerar a PEC da Segurança no Congresso.

Já sobre a CPMI que investiga desvios de aposentadorias no INSS, o presidente reclamou mais uma vez que o governo perdeu a presidência e a relatoria do colegiado — falha que, segundo ele, ocorreu por falta de articulação política do próprio PT.


Dizeeeeem...

Enquanto Lula pede “maturidade política” e corre para montar alianças, o PT segue tropeçando até em articulação de comissão no Congresso. Querem maioria no Senado, mas não conseguem nem garantir presidência de CPMI. Ironia do destino: o partido que vive falando em “estratégia” parece sempre chegar atrasado no próprio jogo.

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