Lula prepara pacote de quase R$ 1 bilhão para segurança pública de olho no cenário eleitoral
- Adilson Silva

- 5 de mai.
- 2 min de leitura
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva planeja anunciar, na próxima semana, um pacote de cerca de R$ 960 milhões voltado à segurança pública. A iniciativa faz parte do programa Brasil contra o Crime Organizado e busca reforçar a atuação do governo em uma área considerada sensível para a gestão.

A proposta, elaborada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, comandado por Wellington Lima e Silva, prevê a publicação de um decreto e de portarias para detalhar as ações. O plano também regulamenta pontos do chamado projeto antifacção, além de estruturar medidas operacionais e de financiamento.
Os recursos adicionais serão destinados ao Fundo Nacional de Segurança Pública e ao Fundo Penitenciário Nacional, ampliando os investimentos já previstos no Orçamento. O valor representa uma fatia significativa dos recursos disponíveis para a área neste ano.
A iniciativa ocorre em meio à tentativa do governo de fortalecer sua imagem na área de segurança, tema que tem gerado críticas e deve ganhar peso no debate eleitoral. Entre possíveis adversários de Lula estão o senador Flávio Bolsonaro e o ex-governador Ronaldo Caiado, que defendem políticas mais rígidas no combate ao crime.
O programa será estruturado em quatro eixos principais:
Combate ao tráfico de armas
Enfraquecimento financeiro de organizações criminosas
Melhoria na investigação de homicídios e crimes graves
Reforço do sistema prisional
Entre as medidas previstas está a expansão do comitê de investigação financeira para outros estados, ampliando o rastreamento de recursos ilícitos. Também há previsão de investimentos em tecnologia, perícia e institutos médicos legais, com o objetivo de aumentar a taxa de resolução de crimes.
Outra frente do plano envolve a gestão de bens apreendidos de organizações criminosas, com incentivo a leilões antecipados e centralizados. A ideia é transformar esses ativos em recursos para financiar ações de segurança.
O programa ainda prevê a criação de linhas de crédito para que estados possam investir na área, além da adoção de metas, indicadores e ferramentas tecnológicas para melhorar o monitoramento das políticas públicas.







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