Lula define novo ministro para articulação política e escolhe líder do governo na Câmara
- Adilson Silva

- há 23 horas
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Deputado tem boa relação com lideranças do Congresso e deve assumir pasta estratégica do Planalto
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu nomear o atual líder do governo na Câmara, o deputado federal José Guimarães, para comandar a Secretaria de Relações Institucionais (SRI), responsável pela articulação política com o Congresso Nacional.

A indicação foi definida ao longo desta semana, após diálogo com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). A expectativa é de que o anúncio oficial ocorra nos próximos dias.
Guimarães ocupará a vaga deixada por Gleisi Hoffmann, que deixou o cargo para disputar uma cadeira no Senado pelo Paraná.
Antes da escolha, o governo avaliou outros nomes. Entre eles, o secretário-executivo do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, Olavo Noleto, chegou a ser considerado, mas acabou descartado após resistência de parlamentares.
A avaliação dentro do Planalto foi de que a função exige um perfil com maior vivência política e experiência no dia a dia do Congresso. Embora tenha trajetória em gestões petistas, Noleto nunca exerceu mandato eletivo.
Outras alternativas também foram discutidas, como o senador Otto Alencar e o ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias. Ambos são considerados aliados fiéis e com bom trânsito entre parlamentares.
Otto, no entanto, indicou a aliados que não poderia assumir o posto, citando questões pessoais e o projeto de disputar a reeleição no Senado. Já Wellington Dias demonstrou maior interesse em atuar nas articulações políticas ligadas ao governo.
Responsável por mediar a relação entre o Palácio do Planalto e o Congresso, a Secretaria de Relações Institucionais tem papel central na construção de acordos políticos e na liberação de emendas parlamentares.
Nesse contexto, a escolha por Guimarães foi vista como estratégica. Em seu quinto mandato como deputado, ele mantém bom relacionamento com diferentes alas do Congresso, incluindo lideranças do centrão, além de proximidade com o próprio Hugo Motta e com o ex-presidente da Câmara, Arthur Lira.







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