Lula critica uso de inteligência artificial na política e defende legado dos governos do PT
- Adilson Silva

- há 13 horas
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aproveitou agenda em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, nesta quinta-feira (14), para fazer um discurso em defesa do legado dos governos petistas e criticar o avanço da inteligência artificial e da desinformação no cenário político.

Durante a entrega de unidades do programa Minha Casa, Minha Vida, Lula afirmou que campanhas digitais e ferramentas tecnológicas não substituem o contato direto entre políticos e população.
“A inteligência artificial não faz uma coisa: olhar nos olhos do povo e sentir o sofrimento das pessoas”, declarou o presidente durante o evento.
A fala ocorreu em meio ao debate nacional sobre o uso de tecnologia, redes sociais e influência econômica nas eleições, intensificado após a repercussão do caso envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o empresário Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master.
Sem citar diretamente adversários políticos, Lula também relembrou o período em que esteve preso após condenações posteriormente anuladas pelo Supremo Tribunal Federal. O presidente afirmou que houve uma tentativa de impedir sua candidatura nas eleições de 2018.
“Eles acharam que eu tinha acabado politicamente”, disse.
No discurso, o petista voltou a defender o histórico administrativo do Partido dos Trabalhadores e sugeriu comparações entre os investimentos realizados pelas gestões petistas e os de outros governos da história republicana do país.
Lula citou programas habitacionais, expansão universitária, investimentos sociais e regularização de territórios quilombolas como exemplos das ações promovidas durante administrações do PT.
Segundo o presidente, os governos petistas ampliaram políticas públicas voltadas às camadas mais pobres da população, especialmente na região Nordeste, considerada estratégica para o partido em futuras disputas eleitorais.
A agenda em Camaçari também faz parte da estratégia do Palácio do Planalto para reforçar a recuperação da popularidade do governo federal e antecipar o debate político em torno das eleições de 2026.







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