Lula comemora avanço do fim da escala 6x1 enquanto Flávio Bolsonaro apoia proposta alternativa
- Adilson Silva

- há 15 horas
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou nesta quinta-feira (28) a aprovação, na Câmara dos Deputados, da proposta que reduz a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas e prevê o fim da escala 6x1.

Durante agenda oficial em Brasília ao lado da presidente do Suriname, Jennifer Geerlings-Simons, Lula classificou a aprovação da PEC como uma conquista histórica dos trabalhadores brasileiros.
Segundo o presidente, a mudança representa mais um avanço na legislação trabalhista desde a redução da jornada de 48 para 44 horas estabelecida na Constituição de 1988.
Lula também afirmou que há movimentos defendendo jornadas ainda menores, como a de 36 horas semanais, e declarou que o objetivo é garantir equilíbrio entre produtividade e qualidade de vida.
Enquanto o governo celebra o avanço da proposta, o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro aderiu a uma proposta alternativa apresentada pelo senador Rogério Marinho.
A chamada “PEC do horário flexível” prevê um modelo alternativo de contratação com remuneração baseada em horas trabalhadas, ampliando a liberdade de negociação entre empregadores e trabalhadores.
Segundo Rogério Marinho, a proposta permitiria maior flexibilidade para adaptação da jornada de acordo com as necessidades individuais dos trabalhadores e das empresas.
A PEC alternativa foi protocolada no Senado Federal com apoio de 40 senadores, número superior ao mínimo necessário para tramitação.
Flávio Bolsonaro já havia se manifestado anteriormente contra o modelo defendido pelo governo federal, classificando a discussão sobre o fim da escala 6x1 como “eleitoreira” e defendendo maior liberdade de contratação.
Marinho, por sua vez, argumenta que a redução obrigatória da jornada pode elevar custos de produção e impactar preços e empregos.
Apesar da resistência de parte da oposição, a PEC da redução da jornada foi aprovada na Câmara por ampla maioria e agora seguirá para análise do Senado.







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