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Ligações com Vorcaro colocam Dias Toffoli sob pressão no STF

As conexões entre o ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli e o empresário Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master, passaram a ser alvo de questionamentos e podem ganhar novos desdobramentos com o avanço das investigações conduzidas pela Polícia Federal.

Foto: Luiz Silveira/STF/Arquivo
Foto: Luiz Silveira/STF/Arquivo

Embora Toffoli não seja investigado formalmente —o que dependeria de autorização do próprio STF—, apurações da PF analisam possíveis irregularidades financeiras envolvendo fundos relacionados ao resort Tayayá, empreendimento que teve participação de empresa ligada à família do ministro.

Relatório da PF e mudança no caso

Um relatório com cerca de 200 páginas foi encaminhado ao presidente do STF, Edson Fachin. Apesar de não ter autorizado investigação contra Toffoli, Fachin determinou a redistribuição do caso, retirando o processo da relatoria do ministro. A condução passou para André Mendonça, que agora decide sobre eventuais avanços.

No material produzido pela PF, constam mensagens atribuídas a Vorcaro e seu cunhado, Fabiano Zettel, nas quais são discutidos repasses financeiros que, segundo os investigadores, poderiam somar cerca de R$ 35 milhões relacionados ao empreendimento.

Negócio envolvendo resort

A relação investigada envolve o resort Tayayá, localizado no Paraná. Em 2021, uma empresa da família de Toffoli vendeu parte de sua participação no empreendimento a um fundo de investimentos ligado a uma estrutura financeira sob suspeita.

De acordo com as investigações, esse fundo faria parte de uma cadeia utilizada pelo Banco Master para operações consideradas irregulares. O controle estaria ligado a operadores próximos a Vorcaro.

Posteriormente, a empresa da família do ministro deixou o negócio, vendendo sua participação restante a outro empresário. As transações, segundo Toffoli, foram realizadas dentro da legalidade e declaradas aos órgãos competentes.

Mensagens e suspeitas

As apurações também analisam trocas de mensagens que indicariam cobranças e organização de aportes financeiros ligados ao resort. Em um dos diálogos, há referência a valores que teriam sido direcionados ao empreendimento ao longo do tempo.

Para os investigadores, essas movimentações podem ajudar a esclarecer o fluxo financeiro envolvendo o grupo. No entanto, não há, até o momento, decisão judicial que atribua irregularidades ao ministro.

Defesa nega irregularidades

Em manifestação pública, Dias Toffoli afirmou não possuir relação de amizade com Daniel Vorcaro e negou ter recebido qualquer valor do empresário ou de pessoas ligadas a ele.

O ministro também destacou que a empresa familiar citada nas investigações é regular, com registros e declarações fiscais em dia, e que sua participação societária segue os parâmetros legais.

A defesa de Vorcaro não se pronunciou sobre o caso.

 
 
 

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