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Justiça determina suspensão de leilão bilionário de energia promovido pelo governo federal

8 de jun.
2 min de leitura

Uma decisão da Justiça Federal suspendeu os efeitos do leilão de reserva de capacidade realizado pelo governo federal, que resultou na contratação de aproximadamente R$ 515 bilhões em fornecimento de energia por empresas do setor elétrico, entre elas a Âmbar Energia, ligada ao grupo J&F, a Eneva e a Petrobras.

A liminar foi assinada nesta segunda-feira (8) pelo juiz federal Luis Praxedes Vieira da Silva, no Ceará, em ação apresentada pela Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) e pelo Sindicato das Indústrias de Energia e de Serviços do Setor Elétrico do Ceará (Sindienergia).

Os autores da ação questionam alterações realizadas nos critérios de cálculo do certame, que teriam elevado significativamente o custo da energia contratada em curto espaço de tempo. Também há críticas à priorização de usinas movidas a combustíveis fósseis, como gás natural e carvão, em detrimento de fontes renováveis.

Embora a principal ação relacionada ao leilão tramite na Justiça Federal do Distrito Federal, o magistrado cearense determinou a suspensão dos resultados até que o caso seja analisado pela instância responsável em Brasília ou até que os questionamentos levantados sejam esclarecidos.

Na decisão, o juiz argumentou que os contratos decorrentes do leilão possuem longa duração e que eventual implementação antes da análise definitiva poderia gerar consequências difíceis de reverter caso fossem constatadas irregularidades.

A Agência Nacional de Energia Elétrica já homologou parte dos resultados do certame, enquanto a análise da etapa restante estava prevista para a reunião da diretoria da agência marcada para esta terça-feira (9).

O leilão foi criado para garantir reserva de capacidade ao sistema elétrico nacional, mecanismo utilizado para assegurar o fornecimento de energia em horários de maior demanda, especialmente no final da tarde e início da noite, quando a geração de fontes solar e eólica tende a diminuir.

A primeira edição desse tipo de contratação ocorreu em 2021, durante o governo do então presidente Jair Bolsonaro. Já os estudos técnicos para uma nova rodada foram elaborados em 2023, quando especialistas chegaram a apontar a possibilidade de utilização de sistemas de armazenamento por baterias como alternativa para ampliar a segurança energética do país.

 
 
 

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