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Ivana Bastos enaltece trabalho científico de Tatiana Coelho de Sampaio

A presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), Ivana Bastos, apresentou uma moção de congratulações em homenagem à pesquisadora Tatiana Coelho de Sampaio e à equipe científica responsável pelo desenvolvimento da Polilaminina, inovação brasileira de destaque na medicina regenerativa, especialmente no tratamento de lesões da medula espinhal.

oto: SandraTravassos/AgênciaALBA
oto: SandraTravassos/AgênciaALBA

No documento, a chefe do Legislativo baiano ressaltou a relevância da contribuição científica da bióloga, pesquisadora e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), bem como da equipe que atua ao seu lado no Instituto de Ciências Biomédicas da instituição.

Avanço promissor na regeneração neural

Segundo Ivana Bastos, a Polilaminina é resultado de mais de duas décadas de pesquisa e representa um dos avanços mais promissores da biotecnologia nacional no campo da regeneração neural. A deputada destacou que pacientes com tetraplegia e paraplegia já apresentam resultados positivos, citando o caso do primeiro paciente tratado, que voltou a andar após a aplicação da medicação.

A parlamentar também informou que a Bahia passou a integrar esse avanço científico com a primeira aplicação da Polilaminina no estado, realizada em 13 de janeiro de 2026. Para ela, o fato posiciona o território baiano como protagonista regional na etapa inicial de aplicação clínica da inovação.

Expansão e reconhecimento

Os estudos para ampliação da aplicação clínica estão em fase de expansão nacional, envolvendo capacitação de profissionais de saúde, estruturação de protocolos e articulação entre centros de pesquisa, hospitais de referência e o poder público.

De acordo com Ivana Bastos, Tatiana Sampaio é referência nacional e internacional em biologia celular e biologia da matriz extracelular, liderando pesquisas de alto impacto científico.

A Polilaminina atua como um “andaime molecular”, orientando o crescimento, a migração e a reconexão de neurônios, recriando condições semelhantes às do desenvolvimento embrionário do sistema nervoso — fase em que a capacidade regenerativa é mais elevada.

“Esta descoberta tem potencial transformador, capaz de impactar profundamente a prática médica e o futuro dos tratamentos neurológicos. Além de seu valor científico, reafirma a excelência da ciência brasileira e o alcance global do conhecimento produzido em nossas universidades públicas”, afirmou a presidente da ALBA.

Ao final, Ivana solicitou que a moção fosse encaminhada à UFRJ, à pesquisadora Tatiana Coelho de Sampaio, por meio do Instituto de Ciências Biomédicas, e à mediadora Clara Medeiros, responsável pela interlocução entre a equipe da universidade e o Governo da Bahia.


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