Irmão de Ciro Nogueira investigado pela PF assinou contrato milionário com empresa ligada à Refit
- Adilson Silva

- há 4 dias
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Um contrato de R$ 14,2 milhões envolvendo uma empresa da família do senador Ciro Nogueira e uma companhia apontada pela Polícia Federal como ligada ao grupo Refit passou a integrar investigações conduzidas pela PF e comunicadas ao Supremo Tribunal Federal.

O acordo foi assinado por Raimundo Neto e Silva Nogueira Lima, irmão do parlamentar, que recentemente foi alvo de mandado de busca e apreensão na Operação Compliance Zero. A investigação apura suspeitas de recebimento de propina relacionada ao Banco Master, controlado pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Segundo informações da investigação, o pagamento foi realizado por uma empresa ligada ao grupo empresarial de Ricardo Magro, controlador da Refit. O contrato previa a venda de um terreno de 40 hectares localizado no Piauí para a empresa Athena Real Estate LTDA, apontada pela PF como integrante da estrutura empresarial utilizada pelo grupo.
Os pagamentos teriam ocorrido entre novembro de 2024 e fevereiro de 2025, em parcelas mensais. A Polícia Federal afirma que a Athena seria ligada ao fundo EUV Gladiator, investigado na Operação Sem Refino, que apura suspeitas de sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e corrupção envolvendo o setor de combustíveis.
A investigação também cita suspeitas de que empresas ligadas à família de Ciro Nogueira teriam sido usadas para movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a atividade declarada. Em decisão relacionada à Operação Compliance Zero, a PF apontou Raimundo Nogueira como responsável operacional por estruturas empresariais vinculadas ao núcleo familiar do senador.
No caso envolvendo o Banco Master, investigadores apuram suspeitas de pagamentos mensais atribuídos a Daniel Vorcaro no valor de R$ 300 mil ao senador, com parte dos recursos supostamente destinada à empresa CNLF Empreendimentos Imobiliários.
Em nota, Ciro Nogueira negou qualquer irregularidade e afirmou que a negociação imobiliária ocorreu de forma legal, com valores compatíveis com o mercado e devidamente declarados aos órgãos competentes. O senador também ressaltou que atualmente não possui participação na empresa e que, à época da operação, sua participação societária era inferior a 1%.
A defesa de Raimundo Nogueira informou que não comentaria o caso.







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