Investigação sobre suposto caixa dois em Lauro Müller chega à PF e cita governador de Santa Catarina
- Adilson Silva

- há 2 dias
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A Polícia Federal conduz uma investigação sobre supostas irregularidades nas eleições municipais de 2024 em Lauro Müller, no Sul de Santa Catarina. O caso envolve suspeitas de caixa dois, compra de votos e uma alegada interferência política na condução das apurações, com menção ao governador Jorginho Mello (PL).

O inquérito foi encaminhado à PF em março de 2026 pelo delegado regional de Criciúma, Antônio Márcio Campos Neves, diante da possibilidade de crime eleitoral e da necessidade de aprofundar as investigações.
No documento enviado à Polícia Federal, o delegado afirma que o então responsável pela investigação em Lauro Müller, Flávio Lima e Silva Júnior, deixou o comando da delegacia durante o andamento das apurações. Segundo o relato, a mudança teria ocorrido após uma suposta articulação envolvendo o prefeito do município, Valdir Fontanella (PP), e o governador catarinense.
O ofício também destaca que a delegacia local passou a contar com um efetivo reduzido, situação que, segundo a autoridade policial, poderia dificultar o prosseguimento das investigações.
A Polícia Federal confirmou que o caso está sendo apurado.
Em manifestação oficial, o Governo de Santa Catarina negou qualquer interferência na movimentação do delegado. A administração estadual informou que Flávio Lima e Silva Júnior foi promovido por tempo de serviço e designado para atuar na comarca de Orleans, conforme as regras da carreira policial. O governo acrescentou que impedir a promoção poderia representar uma irregularidade administrativa.
A investigação teve início após uma denúncia apresentada ao Ministério Público Eleitoral em 2024. Conforme os relatos, empresas ligadas ao prefeito Valdir Fontanella teriam movimentado recursos que não foram declarados à Justiça Eleitoral para custear despesas da campanha municipal.
Entre as suspeitas estão operações envolvendo cheques de valores entre R$ 10 mil e R$ 60 mil, que teriam sido sacados em espécie por pessoas ligadas à campanha após passarem por uma casa lotérica.
A Prefeitura de Lauro Müller não havia se pronunciado sobre o caso até a última atualização. A Polícia Federal segue reunindo informações para esclarecer os fatos e verificar eventual responsabilidade dos investigados.








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