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Investigação aponta que ex-servidor do BC abriu empresa social para receber recursos ligados ao Banco Master

Uma apuração conduzida pelo Banco Central indica que o ex-chefe de Supervisão da instituição, Belline Santana, criou uma empresa voltada à educação financeira de crianças em situação de vulnerabilidade que teria sido utilizada para movimentação de recursos ligados ao Banco Master.

Foto: Reprodução/YouTube
Foto: Reprodução/YouTube

De acordo com as investigações, o vínculo entre Belline e o empresário Leonardo Palhares — apontado pela Polícia Federal como operador do banqueiro Daniel Vorcaro — levantou suspeitas de enriquecimento ilícito por parte do ex-servidor. Procurado, ele não se manifestou.

Belline foi afastado do cargo no início deste ano após a abertura de investigação interna do Banco Central e, posteriormente, tornou-se alvo de operação da Polícia Federal. Em decisão judicial, o ministro do STF André Mendonça classificou o ex-servidor como uma espécie de “consultor” informal ligado aos interesses de Vorcaro dentro da autarquia.

Segundo a Polícia Federal, Belline e o ex-diretor de Fiscalização do BC, Paulo Sérgio Neves de Souza, teriam sido cooptados para atuar em favor do banqueiro, recebendo pagamentos periódicos. Ambos também passaram a ser investigados pela Controladoria-Geral da União, que avalia possíveis sanções administrativas.

Empresa criada levanta suspeitas

A empresa citada na investigação, chamada Inspiração Projetos Educacionais, foi registrada em julho de 2025, em um endereço residencial na cidade de São Paulo. O negócio foi formalizado poucos meses antes da liquidação do Banco Master, ocorrida em novembro do mesmo ano.

A firma, com capital social de R$ 5 mil, tem como atividades declaradas serviços de treinamento e apoio administrativo. Segundo os investigadores, ela passou a ser utilizada após pagamentos anteriores feitos por Palhares ao ex-servidor.

Em depoimento, Belline afirmou que chegou a receber propostas de até R$ 2 milhões para prestação de serviços e confirmou depósitos iniciais ainda em 2023. Posteriormente, segundo seu relato, os repasses foram interrompidos e retomados por meio da empresa recém-criada. Ele sustenta que desconhecia qualquer relação entre Palhares e o Banco Master.

Suposto esquema e atuação interna

Para a Polícia Federal, o ex-servidor teria atuado para favorecer interesses do grupo investigado dentro do Banco Central, inclusive retardando o envio de informações que poderiam subsidiar ações policiais contra Vorcaro.

As investigações também apontam que Palhares administraria empresas utilizadas para operacionalizar pagamentos indevidos e ocultar recursos, como parte de um esquema maior envolvendo o banco.

O caso ganhou novos desdobramentos após decisão de André Mendonça que autorizou fases recentes da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal. A defesa de Leonardo Palhares não foi localizada até o momento.

As apurações seguem em andamento e podem resultar em sanções administrativas e judiciais aos envolvidos.

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