Integrantes do STF suspeitam de gravação em reunião reservada que decidiu saída de Toffoli
- Adilson Silva

- há 3 dias
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Ministros do Supremo Tribunal Federal avaliam a possibilidade de que a sessão reservada realizada na quinta-feira (12), que resultou na saída de Dias Toffoli da relatoria do caso Banco Master, tenha sido gravada sem conhecimento dos participantes.

A desconfiança surgiu após a divulgação, pelo site Poder360, de trechos detalhados da reunião, incluindo falas atribuídas de forma literal a diversos magistrados. A precisão do conteúdo publicado levou integrantes da Corte a questionarem como os diálogos teriam vindo a público.
Segundo relatos, alguns ministros encaminharam a reportagem ao próprio Toffoli, apontando a hipótese de registro da conversa. O ministro, no entanto, negou ter feito qualquer gravação ou repassado informações. Ele afirmou que não registrou nem relatou o conteúdo da reunião a terceiros.
Nos bastidores, o clima descrito é de desconforto e perplexidade. A divulgação do conteúdo reforçou tensões internas, especialmente porque o encontro teve caráter reservado e tratava de tema sensível para a imagem institucional do tribunal.
A reportagem mencionada trouxe declarações atribuídas a ministros como Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Alexandre de Moraes, Nunes Marques, André Mendonça, Cristiano Zanin e Flávio Dino, com avaliações críticas tanto ao relatório da Polícia Federal quanto à condução do caso.
Apesar das divergências registradas durante a reunião, prevaleceu o entendimento de que o afastamento de Toffoli da relatoria seria a medida mais adequada para preservar a institucionalidade do Supremo.
Nos bastidores da Corte, a eventual confirmação de uma gravação sem consentimento é vista como um fator que pode aprofundar o isolamento do ministro, diante da possível quebra de confiança entre os integrantes do tribunal.







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