Indicação de Jorge Messias ao STF enfrenta resistência no Senado antes de sabatina
- Adilson Silva

- 27 de abr.
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O advogado-geral da União, Jorge Messias, chega à fase final de sua indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF) enfrentando dificuldades para consolidar apoio no Senado. A sabatina está marcada para quarta-feira (29), mas o cenário ainda é considerado incerto.

Um dos principais obstáculos é a resistência de parte da bancada evangélica, majoritariamente alinhada à oposição. Além disso, o avanço da indicação depende diretamente do posicionamento do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que ainda não sinalizou apoio claro ao nome indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Para ser aprovado, Messias precisa de pelo menos 41 votos favoráveis entre os 81 senadores, em votação secreta. Nos bastidores, parlamentares avaliam que o placar está apertado, e que a postura de Alcolumbre pode ser decisiva para o desfecho.
Enquanto isso, aliados do governo intensificam articulações políticas para garantir apoio. O próprio Messias tem buscado diálogo direto com senadores, tentando reverter resistências e assegurar votos necessários.
Entre os pontos de tensão estão posicionamentos anteriores da Advocacia-Geral da União em temas sensíveis, como aborto legal e as ações relacionadas aos atos de Atos de 8 de janeiro de 2023, que geraram críticas de setores conservadores.
Apesar das dificuldades, governistas avaliam que a rejeição é improvável, considerando o peso político do Executivo e as negociações em andamento. Ainda assim, a votação é cercada de incertezas, e o resultado deve ser definido apenas no dia da sabatina.
Caso seja aprovado na Comissão de Constituição e Justiça, o nome de Messias seguirá para votação no plenário do Senado no mesmo dia.








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