Governo perde força em comissão estratégica da AL-BA após mudanças partidárias
- Adilson Silva

- há 1 dia
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As mudanças provocadas pelo fim da janela partidária já começam a refletir no funcionamento da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). Um dos principais efeitos foi sentido na Comissão de Finanças, Orçamento, Fiscalização e Controle, considerada uma das mais relevantes da Casa, responsável por avaliar tanto o orçamento estadual quanto as contas do governo.

Com a nova composição, o grupo governista deixou de ter maioria entre os membros titulares. A alteração ocorreu após o reposicionamento dos deputados Cafu Barreto, que migrou para o União Brasil, e Hassan de Zé Cocá (PP), ambos agora alinhados à oposição.
Diante desse cenário, a comissão passou a ter um equilíbrio entre as forças políticas, com divisão de quatro parlamentares para cada lado. Permanecem na base do governo os deputados Bobô, Fabrício Falcão, Vitor Bonfim e Zé Raimundo Fontes. Já o bloco de oposição é formado por Cafu Barreto, Hassan, Robinho e Tiago Correia, que lidera a oposição no Legislativo estadual.
Apesar da mudança no equilíbrio interno, a comissão ainda não retomou suas atividades após a reconfiguração. Na primeira reunião após a janela partidária, realizada no último dia 7, apenas o presidente do colegiado, Zé Raimundo, esteve presente, conforme registros oficiais. Um novo encontro está previsto para esta terça-feira (14), embora ainda não haja pauta definida.
A importância da comissão se destaca especialmente na tramitação de matérias do Executivo. Mesmo em regime de urgência, os projetos precisam passar por análise técnica do colegiado. Atualmente, seis propostas aguardam apreciação na Assembleia, incluindo medidas relacionadas ao piso salarial dos professores da rede estadual e a autorização para contratação de um empréstimo de R$ 5,4 bilhões junto à Caixa Econômica Federal.
A nova correlação de forças pode influenciar diretamente o andamento dessas matérias, exigindo maior articulação política por parte do governo para garantir avanços nas votações.







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