Governo Lula critica Bolsonaro e fala em “interferência estrangeira” após decisão dos EUA
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva divulgou nesta sexta-feira (29) uma nota oficial com críticas à atuação dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro após a decisão dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho como organizações terroristas.

No texto, o governo afirma ser “deplorável” que integrantes da família Bolsonaro tenham viajado aos Estados Unidos para defender medidas que, segundo o Planalto, poderiam representar interferência externa em assuntos internos do Brasil.
A manifestação ocorre após o senador Flávio Bolsonaro e o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro realizarem reuniões com integrantes do governo do presidente Donald Trump em Washington.
Na nota, o governo também classificou como “falsos patriotas” pessoas que, segundo o texto, buscam apoio estrangeiro para interferir em decisões brasileiras relacionadas à segurança pública e ao combate ao crime organizado.
O Palácio do Planalto reforçou que o Brasil já atua no enfrentamento às facções criminosas e destacou a recente aprovação de uma legislação de combate ao crime organizado, com penas mais rígidas para integrantes de facções e milícias.
O comunicado ainda argumenta que medidas unilaterais tomadas pelos Estados Unidos podem gerar impactos negativos para o compartilhamento de informações policiais, para a economia brasileira e até para o sistema financeiro nacional, incluindo o Pix.
Segundo o governo, o Brasil mantém cooperação internacional no combate ao crime organizado e chegou a apresentar, em abril, uma proposta de parceria às autoridades americanas envolvendo inteligência financeira, lavagem de dinheiro e tráfico de armas.
Apesar disso, o texto reforça que o país não aceitará ações externas consideradas arbitrárias ou que possam afetar a soberania nacional.
A decisão do governo americano de enquadrar PCC e CV como organizações terroristas começa a valer a partir do dia 5 de junho e segue provocando reações políticas em Brasília.









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