Governo federal destina cerca de R$ 2 milhões a influenciadores e artistas em campanhas oficiais
- Adilson Silva

- há 23 horas
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O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desembolsou aproximadamente R$ 2 milhões, desde 2025, com a contratação de influenciadores digitais e artistas para campanhas institucionais. Os pagamentos ocorreram durante a gestão de Sidônio Palmeira à frente da Secretaria de Comunicação Social (Secom).

Entre os maiores valores pagos estão os destinados à atriz Dira Paes, que recebeu R$ 470 mil por participação na campanha do programa Celular Seguro, e ao carnavalesco Milton Cunha, contratado por R$ 310 mil para divulgar ações do Ministério da Saúde.
Influenciadores e valores variados
Além dos nomes mais conhecidos, ao menos 55 influenciadores digitais receberam cachês que variam de R$ 1.000 a cerca de R$ 125 mil para produzir conteúdos relacionados a programas e iniciativas do governo.
Entre eles, o criador de conteúdo Matheus Buente foi o que acumulou maior valor, com aproximadamente R$ 124,9 mil. Outros nomes incluem Morgana Camila, Vitor DiCastro, Anaterra Oliveira e Rodrigo Góes, que também participaram de campanhas oficiais.
Segundo o governo, os influenciadores são contratados por meio de agências de publicidade e remunerados com recursos previstos na produção das campanhas.
Estratégia de comunicação digital
De acordo com a Secom, o uso de influenciadores reflete mudanças no consumo de informação pela população, com maior presença nas redes sociais e maior engajamento com conteúdos digitais.
A pasta também ampliou os investimentos em mídia digital, destinando mais de 30% da verba publicitária para plataformas online — um aumento em relação à gestão anterior.
Comparação com gestões anteriores
Durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), também houve contratação de influenciadores, com gastos que somaram cerca de R$ 670 mil entre 2019 e 2021. A prática foi posteriormente interrompida após questionamentos relacionados ao conteúdo de campanhas, especialmente durante a pandemia.
Transparência e divulgação dos dados
Os valores pagos foram divulgados após solicitação com base na Lei de Acesso à Informação. Inicialmente, a Secom havia informado apenas os nomes dos contratados, mas, após determinação da Controladoria-Geral da União, os dados completos foram tornados públicos.
O governo afirma que orienta os influenciadores a manterem autenticidade na comunicação e a apresentarem de forma transparente conteúdos patrocinados.







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