Governo federal adia aumento da mistura de biodiesel no diesel e gera pressão do agronegócio
- Adilson Silva

- há 14 horas
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O aumento da mistura obrigatória de biodiesel no diesel, que deveria ter passado de 15% para 16% no início de março, ainda não foi implementado pelo governo federal. A mudança depende de aprovação do Conselho Nacional de Política Energética, órgão ligado ao Ministério de Minas e Energia.

Pelo cronograma oficial, a participação do biocombustível no diesel deve crescer gradualmente em 1 ponto percentual por ano até atingir 20% em 2030. No entanto, a implementação tem enfrentado atrasos. Em 2025, por exemplo, o aumento da mistura para 15% só entrou em vigor em agosto.
Pressão do agronegócio
O adiamento ocorre em meio a preocupações com os efeitos da tensão internacional envolvendo o Irã, que pode pressionar os preços globais dos combustíveis. Parlamentares ligados ao agronegócio afirmam que a ampliação do biodiesel poderia ajudar a reduzir impactos no mercado brasileiro.
A Frente Parlamentar Mista do Biodiesel argumenta que a adoção da mistura B16 não provocaria aumento da inflação, destacando que o preço do biocombustível tem tendência de queda, impulsionado pela expectativa de uma safra recorde de soja no país.
Pedido para ampliar mistura
A pressão também partiu da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, que enviou ofício ao Ministério de Minas e Energia solicitando a elevação imediata da mistura para 17%.
Segundo o presidente da entidade, João Martins, a medida poderia ajudar o país a enfrentar eventuais impactos provocados pela instabilidade no cenário internacional.
Petrobras descarta reajuste imediato
Apesar das preocupações com o mercado de combustíveis, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que não há previsão de reajuste imediato nos preços.
Procurado, o Ministério de Minas e Energia não comentou oficialmente o atraso na implementação da nova mistura de biodiesel.







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