Gleisi ironiza proposta de CPI do Banco Master e cita ligação de aliados do PL com o caso
- Adilson Silva

- 5 de mar.
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A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, ironizou a proposta do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, de criar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) específica para investigar as fraudes envolvendo o Banco Master.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil/Arquivo
Em publicação nas redes sociais, a ministra questionou o que exatamente o dirigente partidário pretendia investigar, citando possíveis ligações de figuras do próprio partido com o caso.
Entre os nomes mencionados por Gleisi está o deputado federal Nikolas Ferreira. Segundo informações divulgadas, o parlamentar teria viajado em um avião particular do empresário Daniel Vorcaro, que foi preso após o surgimento das investigações relacionadas ao banco.
A ministra também mencionou o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha. De acordo com relatos, ele teria se reunido com Vorcaro no período em que o Banco de Brasília negociava a compra da instituição financeira. Segundo o próprio banqueiro, a conversa teria ocorrido para discutir uma “estratégia de guerra”.
“O que será mesmo que o bolsonarista Valdemar do PL quer investigar sobre o Master numa CPI?”, questionou Gleisi na publicação. Entre os pontos citados por ela estão possíveis irregularidades envolvendo dirigentes do Banco Central indicados no governo anterior e o uso não declarado do avião de Vorcaro por Nikolas Ferreira durante a campanha eleitoral de 2022.
O caso envolvendo o Banco Master passou a ser investigado pela CPI do Crime Organizado, instalada no Senado. A abrangência ampla da comissão tem permitido que o colegiado inclua diferentes temas em sua investigação, o que tem gerado questionamentos entre parlamentares.
Inicialmente, integrantes da CPI cogitaram convocar ministros do Supremo Tribunal Federal para prestar depoimento. No entanto, após articulação do governo, o pedido foi alterado para convite, modalidade em que a presença não é obrigatória.
As convocações e quebras de sigilo aprovadas pela comissão têm provocado críticas por parte de aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que consideram excessiva a ampliação dos temas investigados pelo colegiado.







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