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Gilmar Mendes sai em defesa de Toffoli e afirma que ministro atua com fidelidade à Constituição

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), manifestou apoio público ao colega Dias Toffoli nesta segunda-feira (26), em meio às críticas e questionamentos sobre a condução do inquérito que envolve o Banco Master e possíveis conflitos de interesse.

Foto: Antonio Augusto/STF/Arquivo
Foto: Antonio Augusto/STF/Arquivo

Em publicação nas redes sociais, Gilmar destacou a trajetória institucional de Toffoli e afirmou que o ministro atua em conformidade com os princípios constitucionais. Segundo ele, a atuação do colega respeita o devido processo legal e já foi analisada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que se posicionou contra o afastamento do ministro do caso.

“O ministro Dias Toffoli possui uma trajetória marcada pelo compromisso com a Constituição e com o funcionamento regular das instituições. No exercício da jurisdição, sua atuação observa os parâmetros legais e foi avaliada pela PGR, que reconheceu a regularidade de sua permanência no processo”, escreveu Gilmar.

O decano do STF também ressaltou a importância da preservação da independência judicial e do respeito às instâncias institucionais como fundamentos essenciais para a confiança da sociedade nas instituições democráticas.

A manifestação ocorre em um momento de pressão para que Toffoli deixe a relatoria do caso do Banco Master. A interlocutores, o ministro tem afirmado que não pretende se afastar do processo, por não enxergar elementos que comprometam sua imparcialidade.

Desde o início da investigação, Toffoli adotou medidas que geraram controvérsia, como a decretação do mais alto nível de sigilo, a realização de acareações envolvendo investigados e dirigentes do Banco Central, além da guarda de provas diretamente em seu gabinete — decisões que, em parte, foram posteriormente revistas.

Também vieram à tona possíveis vínculos entre Toffoli e o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. Dois irmãos e um primo do ministro teriam mantido sociedade com o cunhado de Toffoli em um empreendimento hoteleiro no Paraná, o que levantou questionamentos sobre eventual conflito de interesses.

De acordo com reportagem publicada nesta segunda-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estaria insatisfeito com a condução do caso, avaliando que a situação gera desgaste institucional ao Supremo. Segundo auxiliares, Lula tem defendido que Toffoli se afaste da investigação ou deixe a Corte.

Na semana anterior, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, também divulgou nota pública em defesa de Toffoli. Nos bastidores, Fachin tem articulado a criação de um Código de Ética para o Supremo Tribunal Federal.

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