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Fórum de Lisboa deve ter participação menor de autoridades em 2026

O Fórum de Lisboa, promovido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes e conhecido nos meios políticos como “Gilmarpalooza”, deve registrar uma redução no número de autoridades participantes na edição deste ano.

Nos bastidores, interlocutores apontam que o cenário envolvendo as investigações sobre o Banco Master e o debate sobre regras de conduta para integrantes do Judiciário contribuíram para o esvaziamento do encontro.

A discussão em torno de um possível código de ética para ministros do STF, defendido pelo presidente da Corte, Edson Fachin, também aumentou a cautela de magistrados e autoridades quanto à participação em eventos que reúnem políticos, empresários e membros do sistema de Justiça.

A 14ª edição do fórum acontecerá entre os dias 1º e 3 de junho, em Portugal, e terá como foco debates sobre tecnologia, soberania e desafios econômicos, sociais e democráticos.

Segundo informações de bastidores, organizadores reforçaram convites para ampliar a lista de participantes, principalmente entre integrantes do Superior Tribunal de Justiça. Ainda assim, o número de ministros confirmados caiu em relação às últimas edições.

Até o momento, nove ministros do STJ confirmaram presença. No ano passado, o evento contou com 18 integrantes da Corte.

No Supremo, apenas o ministro Flávio Dino confirmou participação além de Gilmar Mendes. Há expectativa também sobre a presença do ex-presidente do STF Luís Roberto Barroso.

Diferentemente de anos anteriores, o encontro também não deverá contar com forte participação de ministros do governo federal nem de presidentes do Congresso Nacional.

Além das recentes polêmicas, o calendário eleitoral e sessões nos tribunais superiores também dificultaram a presença de autoridades no evento.

Nos bastidores, integrantes do Judiciário avaliam que a exposição em encontros desse tipo pode gerar desgaste público, especialmente diante das investigações envolvendo empresários e instituições financeiras.

O Fórum de Lisboa já vinha sendo alvo de críticas por reunir membros do Judiciário, políticos, empresários e representantes do governo em um ambiente informal fora do Brasil. Questionamentos sobre despesas com viagens e hospedagens também ganharam repercussão nos últimos anos.

Entre os nomes confirmados estão o procurador-geral da República Paulo Gonet e o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Beto Simonetti, além de magistrados, parlamentares e advogados.

Em edições anteriores, o evento reuniu centenas de autoridades brasileiras, incluindo ministros de Estado, governadores, deputados e representantes de órgãos públicos.

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